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segunda-feira, 12 de junho de 2017 Festivais | 15:24

Aphex Twin e Justice brilham no NOS Primavera Sound, em Portugal

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Por Marcela Lorenzetti, do Porto

Com mais uma edição, o NOS Primavera Sound 2017 veio com tudo com um line-up que agradou aos amantes de qualquer gênero musical. O festival tomou conta do Porto, em Portugal, entre os dias 8 e 10 de junho, com festas no centro da cidade, além dos shows no Parque da Cidade.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

Confesso que fiquei reticente quando cheguei ao parque da cidade, foram quatro palcos, sendo dois “principais” (Nos Stage e Super Bock Stage) que são localizados bem próximos um do outro, e os outros dois que são mais afastados (Pitchfork Stage e Palco.) mas que não deixaram e desejar, sendo chão de shows como Death Grips e Tycho. O festival também ofereceu uma vasta opção de food trucks com todos os tipos de comida (inclusive brasileira!), espaços de descanso e (não tantos) stands de patrocinadores que ofereciam brindes pra galera.

DIA 1

No fim de tarde de quinta-feira (8), o português Samuel Úria, abriu o festival no palco Super Bock, e tenho que dizer que fiquei surpresa, a edição portuguesa do festival oferece uma acústica incrível e não desaponta nenhum fã que queira ficar no gargarejo de sua banda favorita. Ainda no dia 8, com apenas os dois palcos principais em funcionamento, Cigarettes After Sex se apresentou no palco principal, trazendo um momento melancólico para o público. Mais tarde, foi a vez de Miguel. O americano trouxe a sensualidade em forma de pop para o festival, sendo o primeiro show que levantou a galera para o que estava por vir, cantando hits como “Sure Thing” e “Adorn” ao pôr-do-sol no parque da cidade. Run The Jewels se apresentou no mesmo palco mais tarde e tenho que dizer que a reação do público me surpreendeu. Killer Mike e El-P interagiram com o pessoal e agitaram todo mundo, fazendo piadas no palco, criticando políticos ao som de “Lie, Cheat, Meow” e dançando muito!

Mais tarde, Flying Lotus se apresentou no Super Bock Stage com uma performance inesquecível, porém Justice foi quem fechou o primeiro dia do festival. Durante o show do Flying Lotus, a dupla eletrônica foi curtir o festival e passou despercebida por todo mundo (com a excessão de alguns fãs que pediram foto). Tenho que dizer que isso é um grande diferencial dos festivais que fui no Brasil, o público do Primavera Sound é bem receptivo aos artistas, e não piram toda vez que eles saem do backstage para o festival, tornando uma oportunidade incrível de assistir shows ao lado de artistas incríveis. Gaspard e Xavier fecharam o primeiro dia com um show que pode apenas ser descrito como inesquecível. O setting do palco, com um show de luzes incrível e muuuuitas caixas de som, combinados com a acústica do Parque e a energia de festival, tornaram essa noite especial e inexplicável. O duo fez um show baseado na música “Love SOS” e junto com ela ouvimos outras músicas do novo álbum “Woman”, como “Safe and Sound”,”Pleasure” “Chorus” e “Alakazam!” bem como músicas mais antigas como a clássica “D.A.N.C.E”, mas sempre com uma pegada de “Love SOS”. Simplesmente arrepiante.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

DIA 2

Depois do primeiro dia de festival com tantos shows inesquecíveis, não pensei que o festival poderia me surpreender mais. O primeiro show que me surpreendeu foi dos meninos do Pond. Nick Allbrook (ex-baixista do Tame Impala) com toda sua esquisitice tomou o palco no segundo dia, abrindo com “30000 megatons” e seguindo com outras músicas do álbum mais recente “The Weather”, como “Sweep Me Off My Feet” e “Paint Me Silver”. O ponto alto do show foi com certeza “Waiting Around For Grace” do álbum “Man It Feels Like Dpace Again”, trazendo um toque psicodélico que o festival precisava. Depois do show, a galera do Pond foi para o backstage assistir Whitney no palco ao lado, e um pouco antes de Angel Olsen, Nick deu uma saidinha e consegui falar com ele por alguns poucos segundos, muito simpático ainda aceitou tirar foto comigo e agradeceu o suporte, mas voltou rapidamente para o backstage pois queria assistir ao show de Angel Olsen.

O destaque do segundo dia foi o grande Bon Iver, que apresentou músicas mais recentes e trouxe ao festival o toque romântico com a performance de “Skinny Love” no final do show, e deixou o pessoal querendo mais. No palco ao lado, foi a vez de Skepta agitar a galera, e fiquei impressionada de ver um público tão diversificado pulando tanto em um show, algo comparável apenas ao show do Run The Jewels no dia anterior e, mais tarde, no dia 10, ao show do Death Grips.

Nicolas Jaar tomou o palco principal no começo da madrugada com toda sua genialidade e experimentalidade da música eletrônica ambiente, deixando o público maravilhado e uma vibe melancólica no ar. Eu diria que o segundo dia de festival foi provavelmente o menos agitado, mesmo esgotado, o público não estava tão animado quanto no primeiro dia.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

DIA 3

As bandas The Growlers, Sampha, Death Grips, Metronomy, Aphex Twin e Tycho tiveram maior destaque no último dia de festival. Brooks Nielsen com sua voz rouca e toda sua presença de palco fez o público pular e cantar singles como “I’ll Be Around” e “City Club”, descendo do palco e jogando sua jaqueta para o pessoal que estava perto do palco. Mais tarde, foi a vez de Death Grips causar tumulto no palco. O grupo californiano de hip hop fez um dos shows mais animados do festival. Um dos diferenciais do Primavera Sound é a diversidade do público, e foi de tirar o fôlego (literalmente!) assistir MC Ride agitando o pessoal; com direito a mosh pits na frente da grade e muitos gritos e pulos dos fãs. Enquanto isso, no palco principal, Metronomy se apresentava e mais tarde no mesmo palco foi a vez do show mais esperado da noite (e talvez do festival todo), Aphex Twin.

Richard D James entrou no palco antes do show começar, causando alvoroço na plateia momentos antes da grande performance. Acho válido destacar que esse show só pode ser descrito como uma experiência única na vida. O setlist de Aphex Twin fez jus ao futurístico esquizofrênico delirante com o palco montado cheio de telas que passaram os rostos dos fãs filmados durante a noite na frente do palco. Sempre com o toque amedrontador e alucinado, Richard fez o chão do festival tremer durante duas horas, os raios de luz verde formavam uma espécie de telhado sobre o público do festival que tentava entender o que estava se passando ali, com certeza um momento memorável na vida de todos ali presentes. Mais tarde, enquanto o público se dissipava para assistir outros artistas como Tycho, que se apresentou no Pitchfork Stage com direito ao melhor da música ambiente, fãs de Aphex Twin esperavam na grade com esperança de que o artista desceria para fotos e autógrafos. Depois de 20 minutos ajudando a desmontar o palco, Richard desceu e foi falar um pouco com o pessoal, tirou fotos e deu autógrafos pra todo mundo que ali aguardava. Tenho que dizer que foi um dos melhores momentos da minha vida, nunca pensei que um artista de grande importância no cenário musical eletrônico, que influenciou tantos outros, fosse uma pessoa tão simpática e humilde com seus fãs. Além do mais, acho que todo mundo ficou meio surpreso, estávamos todos tão nervosos que nem conseguíamos falar direito com ele, e depois de fumar um ali conosco, Richard se despediu. Como se não bastasse os outros maravilhosos shows e eventos daqueles últimos 3 dias, tornou aquela noite mais especial ainda.

Marcela Lorenzetti também é dona do projeto “Humans of Porto”, no Instagram.

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domingo, 4 de junho de 2017 Entrevistas | 18:24

Expoente de nova cultura em Portugal, Nidia Minaj faz boa estreia no Brasil

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A produtora portuguesa Nidia Minaj tocou pela primeira vez no Brasil na madrugada deste domingo (4), na festa Zonas Limiares, do RBMA Festival em São Paulo. Com apenas 20 anos, ela é um dos maiores expoentes da nova cultura musical de Portugal.

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Ao lado de nomes como DJ Marfox e DJ Nigga Fox, junto com o selo Príncipe Discos, Nidia Minaj promove a popularização do kuduro e de outros ritmos africanos no país europeu. “Acho que não podemos falar de Portugal sem falar das ex-colônias”, disse a portuguesa em entrevista ao Faixa1. “Para mim, as ex-colônias é que comandam a cultura portuguesa, seja em dança ou em música”, afirmou. “Isso é sinal de que os portugueses aderem bem à cultura das ex-colônias.”

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Muito conectada à África, Nidia Borges cresceu no Vale da Amoreira, na periferia de Lisboa. A região tem grandes comunidades de imigrantes africanos, principalmente de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. O kuduro esteve presente em toda a formação da produtora. Na adolescência, inspirada por uma rádio que tocava o ritmo nos intervalos das aulas, ela criou o grupo Kaninas com algumas amigas.

Apesar de ser bem antenada com o que rola no Brasil, a artista conta não ter muita conexão com o País. “Gosto de ‘funk favelado’, para mim é do melhor do Brasil”, disse Nidia, que também revelou ser fã das novelas brasileiras. Na madrugada deste domingo (4), ela agitou a Casa das Caldeiras, na zona oeste de São Paulo, com seu set que misturou kuduro, batida e outros ritmos.

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Para Nidia Minaj, a cena musical de Portugal é bem animadora. “É boa, temos muita diversidade”, disse. “Nos últimos anos, tenho me animado muito com batida, afrohouse e kizomba”, explicou. A cantora lançou em 2015 o álbum “Danger” e já trabalha no próximo.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017 Entrevistas | 15:55

Alarmes faz shows em Portugal em sua primeira turnê fora do Brasil

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A banda brasiliense Alarmes termina neste domingo (7) a sua primeira turnê fora do Brasil. Quando eles se apresentarem na cidade de Faro, em Portugal, os músicos terão cumprido uma agenda de nove shows em pouco menos de duas semanas no país.

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“É uma experiência completamente diferente”, disse ao Faixa1 o vocalista Arthur Brenner sobre os shows em Portugal. Ao todo, a banda passa por nove cidades diferentes, entre elas a capital Lisboa. “A gente chegou nos lugares onde tocamos e o público variou de umas 20 a 100 pessoas. Em todos eles, o show começa e as pessoas estão mais para apreciar, para conhecer, e do meio pra frente, as pessoas começam a dançar com a gente”, disse o músico da Alarmes.

Em Portugal, o grupo mostra o álbum “Em Branco”, lançado no ano passado. Arthur conta que os europeus estão gostando do trabalho. “A recepção tem sido muito boa, o público aceita e está muito disposto a conhecer música nova e de outro país”, disse, destacando que o público dos shows é formado essencialmente por portugueses.

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Nova cultura

Apesar de estarem fazendo shows em casas pequenas, os músicos da Alarmes estão bastante contentes com turnê portuguesa. “Essa turnê representa uma grande recompensa pelo trabalho que a gente tem feito no Brasil. Não é só um passo adiante, é um voo”, definiu Arthur. Além de mostrar sua música para um público diferente, a banda também está fazendo contatos que podem se transformar em convites para os festivais europeus no futuro.

O vocalista da banda ainda destaca a importância de trabalhar com outras culturas. “A gente percebe uma diferença enorme entre as casas de show brasileiras e as portuguesas”, disse. “A gente é muito bem tratado pelos donos das casas de shows, e, ao mesmo tempo, eles cobram que a gente faça um trabalho bem feito. Então rola uma coisa mútua, é muito legal”, explicou Arthur Brenner.

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Depois dos shows em Portugal, a Alarmes volta ao Brasil para continuar a turnê por aqui e trabalhar no próximo álbum, previsto para 2018. “Já começamos a fazer algumas produções [do novo disco] e pretendemos lançar no primeiro semestre do ano que vem. Até lá, vamos tentar tocar em alguns festivais”, antecipou o vocalista.

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