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sexta-feira, 21 de julho de 2017 Notas | 18:35

Como as bandas que foram marcadas por tragédias tocaram suas carreiras?

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A trágica morte de Chester Bennington nessa quinta-feira (20) coloca em xeque o futuro do Linkin Park. A banda, que acabou de lançar o álbum “One More Light”, agora terá que tocar a carreira sem o seu líder.

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Crédito: Reprodução/Twitter

O Linkin Park vivia uma boa fase. O novo disco é bem diferente dos álbuns que alçaram a banda ao patamar que ela tem hoje, principalmente entre os adolescentes dos anos 2000. Mas a divulgação pesada e a turnê com a passagem pelo Brasil mostraram que o grupo estava bem vivo. Horas antes da morte de Chester Bennington ser confirmada, eles até lançaram o clipe de Talking to Myself, faixa do último álbum. Agora, o futuro é uma incógnita.

Outras experiências

Em 1996, o Sublime passou por algo parecido. A banda tinha estourado nos Estados Unidos com o álbum “40oz. to Freedom”, de 1992, e a sequência “Robbin’ the Hood”, de 1994. Dois anos depois do segundo disco, o vocalista Bradley Nowell foi encontrado morto em um quarto de hotel, vítima de uma overdose de heroína.

Com a morte de Nowell, a banda decidiu dar um tempo. Ainda naquele ano, eles lançaram “Sublime”, seu terceiro álbum, que teve o single Santeria. Na época, o empresário do grupo disse que os integrantes não queriam continuar tocando sob o mesmo nome. “Assim como o Nirvana morreu com Kurt Cobain, o Sublime morreu com Brad”, resumiu.

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O grupo deu origem a outras bandas, com novas formações e outros nomes. Mas, em 2009, Bud Gaugh e Eric Wilson decidiram retomar o Sublime. Bradley Nowell foi substituido por Rome Ramirez e a banda ganhou o nome de Sublime with Rome. Juntos, eles gravaram dois álbuns: “Yours Truly”, em 2011, e “Sirens”, em 2015. Bud deixou o grupo em 2011 e Eric Wilson é o único membro original do Sublime na nova formação.

Antes, o The Doors passou por uma situação semelhante. O vocalista Jim Morrison sofreu uma overdose de heroína e morreu em 1971, logo depois da banda lançar o álbum “L.A. Woman”. Sem Morrison, o grupo tentou seguir a carreira com Robby Krieger e Ray Manzarek nos vocais, mas a aventura durou apenas dois anos: em 1973, a banda acabou.

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Os americanos ainda lançaram três álbuns sem Jim Morrison, mas não seguiram fazendo shows. Eles se reuniam em ocasiões especiais e celebravam seu legado através de compilações e outros lançamentos. Em 2016, os últimos dois membros do The Doors, John Densmore e Robby Krieger, se reuniram pela primeira vez em 15 anos para um tributo a Ray Manzarek, que morreu em 2013.

Por outro lado, o AC/DC também perdeu seu vocalista, mas se manteve na ativa. Bon Scott morreu em 1980, engasgado com o próprio vômito, quando a banda estava produzindo o álbum “Back in Black”. Os outros integrantes do grupo consideraram abandonar o projeto, mas foram encorajados pelos pais de Scott a continuar na ativa.

Para isso, o grupo trouxe um novo vocalista: Brian Johnson, que se tornou a voz mais conhecida do AC/DC. Foi com ele que os australianos lançaram álbuns como “For Those About to Rock We Salute You”, “Fly on the Wall” e “Ballbreaker”. A decisão foi acertada, a banda se manteve bem sucedida e até hoje é considerada uma das maiores da história do rock. Hoje, é Axl Rose quem está nos vocais do grupo australiano.

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Outras bandas famosas, como Nirvana e Queen, morreram junto com seus líderes. Mais do que vocalistas, Kurt Cobain e Freddie Mercury eram ícones de suas bandas. Sem Mercury, o Queen chegou a fazer shows com Adam Lambert nos vocais. Já o Nirvana acabou para seu baterista Dave Grohl fundar uma das maiores bandas da atualidade, o Foo Fighters. Mas não fazia o menor sentido continuar com os grupos com substitutos.

O Linkin Park é diferente. Apesar de Chester Bennington ser a cara da banda e ter uma voz singular, a banda pode continuar com um novo vocalista. Principalmente se Mike Shinoda, outro membro bem destacado do grupo, estiver a fim. De qualquer maneira, os fãs vão continuar exaltando tanto a banda quanto o legado de Chester.

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terça-feira, 27 de junho de 2017 Fique de olho, Novidades | 16:47

Exclusivo: Daniel Villares lança “Catavento”, seu disco de estreia

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O carioca Daniel Villares lança nesta terça-feira (27) o álbum “Catavento”, o primeiro de sua carreira. Aposta da Garimpo, o braço fonográfico do projeto Brasileiríssimos, o músico mistura influências do samba e da bossa nova ao som de artistas gringos como Beach Boys e Beatles.

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Daniel Villares - Catavento

Divulgação/Zéca Vieira

Em sua estreia, Daniel Villares já conseguiu cativar nomes conhecidos da música nacional, como Clarice Falcão e Aline Lessa, que participam do disco. Bubu Silva, trompetista do Los Hermanos, também trabalha com o carioca no álbum, que é todo escrito em primeira pessoa e quase autobiográfico.

“Catavento” traz 10 ótimas faixas, com destaque para O Que o Vento TrazJá Não Dá. “A mensagem do disco é a de você buscar ser feliz e ser a pessoa que você realmente é e não aquilo que as pessoas acham que você deve ser ou que você mesmo se convenceu que é o ‘correto’ de se ser”, explica Daniel sobre o trabalho. “Eu passei uma vida negando ser o que eu era e tentando me encaixar em certas expectativas, seja de terceiros ou próprias. No final das contas, resolvi seguir o meu sonho que eu tentei por tanto tempo sufocar, que é fazer música”, continua.

Apesar deste ser o primeiro álbum cheio de Daniel Villares, o carioca já é um nome conhecido entre os artistas da nova geração da MPB. O EP “Man on The Moon”, que ele lançou em 2014, chamou a atenção de nomes como Mallu Magalhães e Clarice Falcão, que aparece na faixa bônus Forever.

O disco “Catavento” está disponível na íntegra no YouTube e nas principais plataformas de streaming do País.

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quarta-feira, 14 de junho de 2017 Agenda, Entrevistas, Festivais | 18:27

Craca e Dani Nega estreiam no Vento Festival, em São Sebastião

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A terceira edição do Vento Festival começa nesta quinta-feira (15), em São Sebastião, no litoral de São Paulo. Além da cidade nova, o evento terá uma outra estreia: a do duo Craca e Dani Nega, que tocarão pela primeira vez no festival.

Crédito: Nadja Kouchi

Crédito: Nadja Kouchi

“Não conhecia o festival, mas sempre me falaram muito bem. Sempre falam que é um festival muito querido, legal e interessante. Estou ansiosa para essa troca”, afirmou Dani Nega em entrevista ao Faixa1. “Assim como o RecBeat, tem uma curadoria muito interessante de artistas independentes e alternativos, me interessa bastante”, continuou.

Uma das coisas que a artista quer mais ver em São Sebastião é a troca com o público. “A gente sempre vai achando que o público não está aberto para escutar um som novo, mas é o contrário, o público é sempre receptivo”, explicou. “Estou muito feliz, os artistas que vão participar são incríveis”, destacou.

Neste ano, o Vento terá a empatia como um dos temas. Para Dani, é importante um festival falar sobre esses assuntos e trazer artistas alinhados a esse pensamento. “É muito importante. Principalmente pra gente que tem um discurso um pouco afiado e que incomoda algumas pessoas. Certamente que nesses tempos sombrios nós somos boicotados em alguns lugares”, disse. “Esses festivais que dão espaços pra artistas como nós, eu considero como espaços de resistência e de muita importância”, continuou a cantora.

No Vento, Craca e Dani Nega vão mostrar o álbum “Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha”, de 2016. “Como o disco é muito discursivo, ele tende a mudar constantemente. O discurso não tem como permanecer intacto com todas essas informações e levantes que vem acontecendo no nosso País”, afirmou Dani sobre sua relação com o disco hoje. “É tudo tão confuso e caótico que acaba interferindo no que a gente pensa e no que a gente diz. Cada show é uma surpresa nova pra gente. Então é um trabalho que estará sempre amadurecendo é sempre em mudanças.”

A sequência do disco já está nos planos. “Estamos começando a gravar um novo disco que tem uma pegada mais soul”, antecipou a cantora. “Não sei se já fica pronto pro segundo semestre. Mas estaremos trabalhando nele”, garantiu.

Craca e Dani Nega são atração do segundo dia de Vento, nesta sexta-feira (16). O evento é gratuito e acontece de quinta (15) a domingo (18) em São Sebastião.

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segunda-feira, 12 de junho de 2017 Festivais | 15:24

Aphex Twin e Justice brilham no NOS Primavera Sound, em Portugal

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Por Marcela Lorenzetti, do Porto

Com mais uma edição, o NOS Primavera Sound 2017 veio com tudo com um line-up que agradou aos amantes de qualquer gênero musical. O festival tomou conta do Porto, em Portugal, entre os dias 8 e 10 de junho, com festas no centro da cidade, além dos shows no Parque da Cidade.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

Confesso que fiquei reticente quando cheguei ao parque da cidade, foram quatro palcos, sendo dois “principais” (Nos Stage e Super Bock Stage) que são localizados bem próximos um do outro, e os outros dois que são mais afastados (Pitchfork Stage e Palco.) mas que não deixaram e desejar, sendo chão de shows como Death Grips e Tycho. O festival também ofereceu uma vasta opção de food trucks com todos os tipos de comida (inclusive brasileira!), espaços de descanso e (não tantos) stands de patrocinadores que ofereciam brindes pra galera.

DIA 1

No fim de tarde de quinta-feira (8), o português Samuel Úria, abriu o festival no palco Super Bock, e tenho que dizer que fiquei surpresa, a edição portuguesa do festival oferece uma acústica incrível e não desaponta nenhum fã que queira ficar no gargarejo de sua banda favorita. Ainda no dia 8, com apenas os dois palcos principais em funcionamento, Cigarettes After Sex se apresentou no palco principal, trazendo um momento melancólico para o público. Mais tarde, foi a vez de Miguel. O americano trouxe a sensualidade em forma de pop para o festival, sendo o primeiro show que levantou a galera para o que estava por vir, cantando hits como “Sure Thing” e “Adorn” ao pôr-do-sol no parque da cidade. Run The Jewels se apresentou no mesmo palco mais tarde e tenho que dizer que a reação do público me surpreendeu. Killer Mike e El-P interagiram com o pessoal e agitaram todo mundo, fazendo piadas no palco, criticando políticos ao som de “Lie, Cheat, Meow” e dançando muito!

Mais tarde, Flying Lotus se apresentou no Super Bock Stage com uma performance inesquecível, porém Justice foi quem fechou o primeiro dia do festival. Durante o show do Flying Lotus, a dupla eletrônica foi curtir o festival e passou despercebida por todo mundo (com a excessão de alguns fãs que pediram foto). Tenho que dizer que isso é um grande diferencial dos festivais que fui no Brasil, o público do Primavera Sound é bem receptivo aos artistas, e não piram toda vez que eles saem do backstage para o festival, tornando uma oportunidade incrível de assistir shows ao lado de artistas incríveis. Gaspard e Xavier fecharam o primeiro dia com um show que pode apenas ser descrito como inesquecível. O setting do palco, com um show de luzes incrível e muuuuitas caixas de som, combinados com a acústica do Parque e a energia de festival, tornaram essa noite especial e inexplicável. O duo fez um show baseado na música “Love SOS” e junto com ela ouvimos outras músicas do novo álbum “Woman”, como “Safe and Sound”,”Pleasure” “Chorus” e “Alakazam!” bem como músicas mais antigas como a clássica “D.A.N.C.E”, mas sempre com uma pegada de “Love SOS”. Simplesmente arrepiante.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

DIA 2

Depois do primeiro dia de festival com tantos shows inesquecíveis, não pensei que o festival poderia me surpreender mais. O primeiro show que me surpreendeu foi dos meninos do Pond. Nick Allbrook (ex-baixista do Tame Impala) com toda sua esquisitice tomou o palco no segundo dia, abrindo com “30000 megatons” e seguindo com outras músicas do álbum mais recente “The Weather”, como “Sweep Me Off My Feet” e “Paint Me Silver”. O ponto alto do show foi com certeza “Waiting Around For Grace” do álbum “Man It Feels Like Dpace Again”, trazendo um toque psicodélico que o festival precisava. Depois do show, a galera do Pond foi para o backstage assistir Whitney no palco ao lado, e um pouco antes de Angel Olsen, Nick deu uma saidinha e consegui falar com ele por alguns poucos segundos, muito simpático ainda aceitou tirar foto comigo e agradeceu o suporte, mas voltou rapidamente para o backstage pois queria assistir ao show de Angel Olsen.

O destaque do segundo dia foi o grande Bon Iver, que apresentou músicas mais recentes e trouxe ao festival o toque romântico com a performance de “Skinny Love” no final do show, e deixou o pessoal querendo mais. No palco ao lado, foi a vez de Skepta agitar a galera, e fiquei impressionada de ver um público tão diversificado pulando tanto em um show, algo comparável apenas ao show do Run The Jewels no dia anterior e, mais tarde, no dia 10, ao show do Death Grips.

Nicolas Jaar tomou o palco principal no começo da madrugada com toda sua genialidade e experimentalidade da música eletrônica ambiente, deixando o público maravilhado e uma vibe melancólica no ar. Eu diria que o segundo dia de festival foi provavelmente o menos agitado, mesmo esgotado, o público não estava tão animado quanto no primeiro dia.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

DIA 3

As bandas The Growlers, Sampha, Death Grips, Metronomy, Aphex Twin e Tycho tiveram maior destaque no último dia de festival. Brooks Nielsen com sua voz rouca e toda sua presença de palco fez o público pular e cantar singles como “I’ll Be Around” e “City Club”, descendo do palco e jogando sua jaqueta para o pessoal que estava perto do palco. Mais tarde, foi a vez de Death Grips causar tumulto no palco. O grupo californiano de hip hop fez um dos shows mais animados do festival. Um dos diferenciais do Primavera Sound é a diversidade do público, e foi de tirar o fôlego (literalmente!) assistir MC Ride agitando o pessoal; com direito a mosh pits na frente da grade e muitos gritos e pulos dos fãs. Enquanto isso, no palco principal, Metronomy se apresentava e mais tarde no mesmo palco foi a vez do show mais esperado da noite (e talvez do festival todo), Aphex Twin.

Richard D James entrou no palco antes do show começar, causando alvoroço na plateia momentos antes da grande performance. Acho válido destacar que esse show só pode ser descrito como uma experiência única na vida. O setlist de Aphex Twin fez jus ao futurístico esquizofrênico delirante com o palco montado cheio de telas que passaram os rostos dos fãs filmados durante a noite na frente do palco. Sempre com o toque amedrontador e alucinado, Richard fez o chão do festival tremer durante duas horas, os raios de luz verde formavam uma espécie de telhado sobre o público do festival que tentava entender o que estava se passando ali, com certeza um momento memorável na vida de todos ali presentes. Mais tarde, enquanto o público se dissipava para assistir outros artistas como Tycho, que se apresentou no Pitchfork Stage com direito ao melhor da música ambiente, fãs de Aphex Twin esperavam na grade com esperança de que o artista desceria para fotos e autógrafos. Depois de 20 minutos ajudando a desmontar o palco, Richard desceu e foi falar um pouco com o pessoal, tirou fotos e deu autógrafos pra todo mundo que ali aguardava. Tenho que dizer que foi um dos melhores momentos da minha vida, nunca pensei que um artista de grande importância no cenário musical eletrônico, que influenciou tantos outros, fosse uma pessoa tão simpática e humilde com seus fãs. Além do mais, acho que todo mundo ficou meio surpreso, estávamos todos tão nervosos que nem conseguíamos falar direito com ele, e depois de fumar um ali conosco, Richard se despediu. Como se não bastasse os outros maravilhosos shows e eventos daqueles últimos 3 dias, tornou aquela noite mais especial ainda.

Marcela Lorenzetti também é dona do projeto “Humans of Porto”, no Instagram.

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Notas | 12:20

Charli XCX faz show curto e explosivo no Cultura Inglesa Festival

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Atração principal da 21ª edição do Cultura Inglesa Festival, em São Paulo, Charli XCX agitou mais de 15 mil pessoas em um show gratuito no Memorial da América Latina, nesse domingo (11). Com base em seu álbum mais recente, “Number 1 Angel”, a cantora fez um show curto, mas empolgado.

Crédito: Divulgação/Maria Tuca Fanchin

Crédito: Divulgação/Maria Tuca Fanchin

A britânica entrou no palco já empolgada, pulando bastante, e pedindo a energia dos fãs paulistanos. Charli XCX mandou uma sequência de três músicas de “Number 1 Angel”: Roll With MeDreamerBabygirl. Depois, ela fez a alegria dos fãs mais antigos com I Love It, música escrita por ela e gravada pelo duo Icona Pop.

Com direito a chuva de papel picado e dois dançarinos ao melhor estilo “bonecão do posto”, o show da cantora foi bem animado e cheio de energia. Apaixonada pelo Brasil, ela desceu ao público duas vezes, correu até onde pode e ainda fez um agrado ao abraçar uma bandeira do Brasil. Mas o momento mais especial foi quando ela se enrolou em uma bandeira LGBT,

Os fãs mais antigos ficaram decepcionados por não conseguirem ver a britânica as músicas de seus discos anteriores. As faixas de “True Romance” foram solenemente ignoradas, enquanto “Sucker” só teve Boom ClapBreak the Rules. O EP “Vroom Vroom” só teve a faixa título.

Em sua segunda vinda ao Brasil, Charli XCX não deixou a desejar, mas também não fez um show memorável. Em menos de uma hora, ela cantou apenas 14 músicas. Em sua primeira passagem pelo País, em 2014, ela cantou 13 músicas, mas tinha uma carreira muito mais curta do que agora. Apesar de tudo, os fãs certamente saíram felizes do Memorial da América Latina.

A 21ª edição do Cultura Inglesa Festival ainda teve shows de Staff Only, Soul Prime e Karol Conka. O evento ainda tem atividades gratuitas até este domingo (18).

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domingo, 4 de junho de 2017 Entrevistas | 18:24

Expoente de nova cultura em Portugal, Nidia Minaj faz boa estreia no Brasil

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A produtora portuguesa Nidia Minaj tocou pela primeira vez no Brasil na madrugada deste domingo (4), na festa Zonas Limiares, do RBMA Festival em São Paulo. Com apenas 20 anos, ela é um dos maiores expoentes da nova cultura musical de Portugal.

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Ao lado de nomes como DJ Marfox e DJ Nigga Fox, junto com o selo Príncipe Discos, Nidia Minaj promove a popularização do kuduro e de outros ritmos africanos no país europeu. “Acho que não podemos falar de Portugal sem falar das ex-colônias”, disse a portuguesa em entrevista ao Faixa1. “Para mim, as ex-colônias é que comandam a cultura portuguesa, seja em dança ou em música”, afirmou. “Isso é sinal de que os portugueses aderem bem à cultura das ex-colônias.”

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Muito conectada à África, Nidia Borges cresceu no Vale da Amoreira, na periferia de Lisboa. A região tem grandes comunidades de imigrantes africanos, principalmente de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. O kuduro esteve presente em toda a formação da produtora. Na adolescência, inspirada por uma rádio que tocava o ritmo nos intervalos das aulas, ela criou o grupo Kaninas com algumas amigas.

Apesar de ser bem antenada com o que rola no Brasil, a artista conta não ter muita conexão com o País. “Gosto de ‘funk favelado’, para mim é do melhor do Brasil”, disse Nidia, que também revelou ser fã das novelas brasileiras. Na madrugada deste domingo (4), ela agitou a Casa das Caldeiras, na zona oeste de São Paulo, com seu set que misturou kuduro, batida e outros ritmos.

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Para Nidia Minaj, a cena musical de Portugal é bem animadora. “É boa, temos muita diversidade”, disse. “Nos últimos anos, tenho me animado muito com batida, afrohouse e kizomba”, explicou. A cantora lançou em 2015 o álbum “Danger” e já trabalha no próximo.

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sábado, 20 de maio de 2017 Agenda, Entrevistas | 18:44

Coletânea revisita a carreira do Skank com artistas da nova geração

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Uma das grandes bandas do rock nacional, o Skank completa 26 anos em 2017 e vai ganhar uma homenagem de quem cresceu ouvindo a banda. A coletânea “Dois Lados”, que está sendo produzida por Pedro Ferreira, junta 32 artistas fazendo suas próprias versões de 32 músicas do grupo mineiro, entre hits e joias escondidas nos nove álbuns de estúdio que eles lançaram.

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A ideia de fazer a coletânea partiu de Pedro, que é fã de longa data do Skank. “Sou de Mariana (MG) e comecei a ouvir a banda por influência de primos mais velhos”, disse o mineiro em entrevista ao Faixa1. Ele lembra de quando a banda gravou um DVD em Ouro Preto, em 2001, e ele não pode ir ao show. “Meus primos foram e ficaram reverberando isso na minha cabeça por muito tempo, aí comecei a ouvir mais a banda e me lamentei muito por não ter ido”, recordou.

Aproveitando os 25 anos do lançamento de “Skank”, álbum de estreia da banda, o produtor convidou nomes como Ian Ramil, Garotas Suecas, Rico Dalasam, Selvagens à Procura de Lei e Francisco, El Hombre para regravar as músicas do grupo. “Procurei convidar artistas que admiram a obra do skank, mas que não necessariamente têm influências deles”, explicou Pedro. “Não é um disco de cover, eles ficam à vontade para imprimir seu estilo”, ressaltou.

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Por ser um trabalho sem fins lucrativos, o produtor e os artistas não precisaram de uma autorização legal para regravar as músicas, mas Pedro Ferreira fez questão de entrar em contato com a banda para falar sobre o projeto. “No pré-projeto, eu entrei em contato com a banda e eles adoraram a ideia e deram total aval para continuar”, garantiu. Para ele, esse projeto pode ajudar as novas gerações a conhecerem o trabalho do grupo mineiro e apresentar aos fãs antigos do Skank os novos nomes da música nacional.

Esta não é a primeira vez que Pedro Ferreira faz coletâneas em homenagem a artistas. Ele também trabalhou em projetos semelhantes revisitando as carreiras de Los Hermanos e Milton Nascimento. “Eu acho bacana, é uma forma de perpetuar o legado dos artistas e direcionar o olhar para os novos músicos”, explicou sobre os trabalhos. “O Brasil vive um de seus melhores momentos na música”, ressaltou.

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A coletânea “Dois Lados” sairá em junho e será disponibilizada para download gratuito e streaming pelo site Scream & Yell. Veja abaixo a lista de artistas que participam do projeto:

A Banda Mais Bonita da Cidade (PR)
Ana Larousse e Leo Fressato (PR)
Ana Muller (ES)
AnaVitória (TO)
André Abujamra (SP)
Cobra Coral (MG)
Dani Black (SP)
Esteban (RS)
Fernando Anitelli (SP)
Francisco El Hombre (SP)
Garotas Suecas (SP)
Graveola (MG)
Ian Ramil (RS)
Jéf (RS)
Lulina (PE)
Manitu (MG)
Medulla (RJ)
Nevilton (PR)
Phillip Long (SP)
Phill Veras (MA)
Quarup (SP)
Rico Dalasam (SP)
Selvagens à Procura de Lei (CE)
Seu Pereira e Coletivo 401 (PB)
Sr. Gonzales (DF)
Teago Oliveira (Maglore) (BA)
The Baggios (SE)
Transmissor (MG)
Tuyo (PR)
Wado (AL)
Zé Manoel (PE)

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sexta-feira, 19 de maio de 2017 Agenda, Entrevistas | 18:59

Ekena lança campanha de financiamento coletivo para disco de estreia

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A cantora Ekena conta com a ajuda de seus fãs para dar um importante passo em sua carreira: lançar seu primeiro disco, ““. Para isso, ela iniciou uma campanha de financiamento coletivo. Até o dia 17 de junho, a artista pretende arrecadar R$ 29.700 para tirar o projeto do papel.

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Crédito: Gabriel Quintão

Crédito: Gabriel Quintão

Como somos uma banda independente, sem grandes gravadoras por trás, achamos que a melhor forma de conseguir realizar esse sonho seria contando com a ajuda das pessoas que sempre torceram e nos acompanharam desde os primeiros trabalhos”, disse Ekena em entrevista ao Faixa1. Ela e seus parceiros de banda, Vinícius Lima e Gabriel Planas, já atingiram 12% da meta e arrecadaram quase R$ 4 mil até agora.

A grana do financiamento coletivo será usada para dar o acabamento ao álbum e custear despesas com mixagem, masterização, prensagem e finalização de artes visuais. O disco em si já está gravado desde janeiro. Para a cantora paulista, o crowdfunding é uma ferramenta muito importante para os artistas que vem sendo cada vez mais abraçada pelo público brasileiro. “Sempre que penso ‘poxa, as pessoas não colaboram tanto’, tento pensar e rever uns anos atrás, quando mal se falava de financiamento coletivo e quase ninguém se sensibilizava a ponto de colaborar com os artistas”, disse.

Na entrevista abaixo, Ekena fala sobre seu disco de estreia e as dificuldades do financiamento coletivo:

Faixa1: Por que você decidiu fazer um crowdfunding para o lançamento do disco?
Ekena:Eu demorei alguns anos pra amadurecer e decidir lançar um disco e quis fazer tudo da melhor forma; pensar em cada detalhe dos arranjos, em como seriam as artes desse trabalho e tudo mais. Como somos uma banda independente, sem grandes gravadoras por trás, achamos que a melhor forma de conseguir realizar esse sonho seria contando com a ajuda das pessoas que sempre torceram e nos acompanharam desde os primeiros trabalhos. O financiamento também permite que a gente faça esse disco todo com a nossa identidade, e isso pra mim é algo fundamental!

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Faixa1: Qual é a importância da popularização desses financiamentos coletivos para os artistas?
E: Acho que o crowdfunding deu mais liberdade aos artistas. Hoje vemos grandes nomes saindo de gravadoras e se tornando independentes novamente porque o financiamento proporciona isso. Você consegue colocar em prática o que deseja sem ser mais um produto enlatado do mercado. É importante que isso tome mais força no Brasil, que as pessoas comecem realmente a colaborar, não só com os seus artistas favoritos, mas que isso tome força e vire algo comum! É bom pros grandes artistas que já conhecemos, mas excelente também pra conhecer outros nomes que estão vindo com força total!

Faixa1:  Você acha que o brasileiro está lidando melhor com o financiamento coletivo e realmente apoiando os projetos nos quais ele acredita?
E: Eu acho que sim. Sempre que penso “poxa, as pessoas não colaboram tanto”, tento pensar e rever uns anos atrás, quando mal se falava de financiamento coletivo e quase ninguém se sensibilizava a ponto de colaborar com os artistas. Ainda existia uma visão muito louca de que artista só se torna grande quando está dentro de grandes gravadoras, e hoje isso mudou bastante. Temos aí grandes nomes que não fazem parte disso e que conseguiram lançar seus discos através de financiamento coletivo.

Faixa1: Você tem um bom alcance nas redes sociais, mas sente alguma dificuldade em reverter isso em grana e apoio ao projeto?
E: Poxa, sinto sim! Parece que existe aquele tal costume de “ah, depois eu baixo as músicas, não preciso ajudar”. O que muitas vezes essas pessoas não sabem é que, se elas não apoiarem, na maioria dos casos independentes, o disco não sai. Existe muita dificuldade financeira por trás disso, por conta dos custos gerais. E vejo isso num contexto geral, não só no crowdfunding, mas também em ajudas gerais com projetos culturais, shows e etc. Quanto aos shows que fazemos, muitas vezes uma parte da bilheteria é revertida pra banda e a outra parte fica com o dono da casa de shows. Além disso, pessoas/colegas/amigos pedem inclusão de nomes em listas VIP em vez de ajudar pagando R$ 10 ou R$ 15 na entrada e colaborar com a banda que está ali tocando, pra que ela receba um cachê minimamente justo.

Faixa1: Qual é o status do disco? O que vocês já tem pronto e o que depende do dinheiro arrecadado?
E: O disco já foi gravado em janeiro no Estúdio Rancho Rockfeller, o que falta agora são detalhes finais de mixagem e masterização, a prensagem do disco físico e a finalização das artes visuais que a Luiza Guedes está fazendo. Além disso, consideramos também a pós-produção do disco, que é a parte de comunicação e assessoria logo após o lançamento, pra que seja possível levar esse disco pro Brasil todo com muito amor e carinho.

Faixa1: Qual é a parte mais difícil de fazer um disco hoje em dia?
E: Acredito que a parte mais difícil não está em criar, mas sim em lançar. Torná-lo físico, gravado com qualidade digna, fazer esse disco ser ouvido, ganhar espaço e conseguir trabalhar com ele. Comparo com uma pessoa recém-graduada indo procurar emprego. Quando na entrevista perguntam se ele já tem experiência na área, e ele não tem, muitas vezes não é contratado. Se ninguém nunca der a chance, como ele será reconhecido e terá experiência? Eu venho de uma longa jornada de 17 anos cantando profissionalmente, mas esse é meu primeiro disco cheio e esperamos de coração que as pessoas o abracem como eu o tenho abraçado esse tempo todo.

Faixa1: Como esse álbum fala contigo? É uma espécie de biografia?
E: ‘Nó’ foi escrito durante duas fases: a Ekena antes de ser mãe e a após a maternidade. Gael me fez crescer muito como mulher e também como cantora e compositora. Eu tinha dificuldade pra compôr em português; antes dele escrevi apenas “Passarinho”, era a única música em português que tinha escrito (pro Joca, filho de uma grande amiga). Quando engravidei do Gael, senti vontade de escrever coisas que conversassem com as pessoas mais diretamente e que ele também pudesse entender com facilidade. O disco todo conta uma história, desde perdas (quando perdi minha avó Lula que morou comigo a vida toda), erros e relacionamentos abusivos que sofri durante mais de cinco anos, até sobre bons encontros, pessoas incríveis que passaram pela minha vida e de certa forma me ensinaram a me amar mais, mulheres incríveis que tive a honra de conhecer e transformar as histórias delas em canções. Então, sim, é uma biografia bem íntima, quem ouvir o disco vai saber muito da minha história até aqui.

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Faixa1: Após o lançamento do disco, quais serão os próximos passos?
E: Estamos fazendo o possível pra preparar uma turnê pelo Brasil, pra levar o show lindo desse disco, abraçar as pessoas, conhecer gente nova e trocar as mais belas energias. Quero levar esse som adiante, viajar por esse Brasilzão transmitindo muita música feita com a alma, empoderamento e amor.

A banda é atração da Virada Cultural Paulista e faz outros shows no interior de São Paulo neste fim de semana. Veja a agenda:

Ekena em Analândia
Quando: sábado, 20 de maio, às 20h
Onde: Cachaçaria Macaúva (Rua H, 61, Portal das Samambaias, Analândia)
Quanto: R$ 20

Ekena em Araraquara (Virada Cultural Paulista)
Quando: domingo, 21 de maio, às 3h10
Onde: Palco Choro das Águas (Praça do DAAE, Fonte Luminosa, Araraquara)
Quanto: grátis

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quinta-feira, 18 de maio de 2017 Notas | 17:27

Incansável herói do grunge, Chris Cornell deixa legado que nunca será apagado

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Em meio ao caos político que o Brasil viveu no fim dessa quarta-feira (17), os fãs de música tiveram um enorme baque na manhã desta quinta-feira (18): a morte de Chris Cornell. Aos 52 anos, um dos maiores nomes do rock alternativo sofreu uma morte súbita, que está sendo tratada como suicídio, e chocou todo mundo.

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Conhecido por ser a voz do Soundgarden e do Audioslave, Chris Cornell emplacou hits como Like A StoneBlack Hole SunDoesn’t Remind MeBlack Rain. Nos anos 1990 e 2000, o americano era um dos grandes ícones do gênero e influenciou toda uma geração.

Carreira

Nascido em Seattle, o músico viveu a fase áurea do grunge com o Soundgarden. Ao lado de bandas como o Nirvana e o Pearl Jam, o Soundgarden foi um dos grandes expoentes da fase mais prolífica da música de Seattle, quando a cidade era o centro mais efervescente da produção cultural americana.

O Soundgarden pode até não ter feito o mesmo sucesso que Nirvana e Pearl Jam, mas o legado que Cornell deixou é inquestionável. O álbum “Superunknown”, de 1994, é considerado um dos melhores de todos os tempos e o mais importante da carreira do grupo americano.

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No fim dos anos 1990, problemas internos fizeram com que o Soundgarden chegasse ao fim, o que, por outro lado, propiciou que Cornell desse mais um passo importante na carreira: o Audioslave. O supergrupo foi formado por ele, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk, virando sucesso imediato. Foi com os músicos do Rage Against The Machine que Chris conquistou uma nova safra de fãs, muitos que sequer conheciam o trabalho do Soundgarden. A banda foi sucesso nos anos 2000, principalmente com o álbum “Audioslave” e o hit Like A Stone, presença certa na programação da MTV por volta de 2004. Incansável, ele ainda apostou na carreira solo – e até numa reunião do Soundgarden. De 1999 pra cá, Cornell lançou cinco álbuns solos, sendo “Higher Truth”, de 2015, o mais recente.

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Caso o suicídio de Chris Cornell seja confirmado, sua morte terá uma trágica coincidência com a de Ian Curtis, que tirou a própria vida no dia 18 de maio de 1980, exatamente 37 anos antes do americano. Assim como o líder do Joy Division, Cornell deixa uma saudade imensa, tristeza profunda, mas um legado que nunca será apagado.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017 Entrevistas | 15:55

Alarmes faz shows em Portugal em sua primeira turnê fora do Brasil

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A banda brasiliense Alarmes termina neste domingo (7) a sua primeira turnê fora do Brasil. Quando eles se apresentarem na cidade de Faro, em Portugal, os músicos terão cumprido uma agenda de nove shows em pouco menos de duas semanas no país.

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“É uma experiência completamente diferente”, disse ao Faixa1 o vocalista Arthur Brenner sobre os shows em Portugal. Ao todo, a banda passa por nove cidades diferentes, entre elas a capital Lisboa. “A gente chegou nos lugares onde tocamos e o público variou de umas 20 a 100 pessoas. Em todos eles, o show começa e as pessoas estão mais para apreciar, para conhecer, e do meio pra frente, as pessoas começam a dançar com a gente”, disse o músico da Alarmes.

Em Portugal, o grupo mostra o álbum “Em Branco”, lançado no ano passado. Arthur conta que os europeus estão gostando do trabalho. “A recepção tem sido muito boa, o público aceita e está muito disposto a conhecer música nova e de outro país”, disse, destacando que o público dos shows é formado essencialmente por portugueses.

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Nova cultura

Apesar de estarem fazendo shows em casas pequenas, os músicos da Alarmes estão bastante contentes com turnê portuguesa. “Essa turnê representa uma grande recompensa pelo trabalho que a gente tem feito no Brasil. Não é só um passo adiante, é um voo”, definiu Arthur. Além de mostrar sua música para um público diferente, a banda também está fazendo contatos que podem se transformar em convites para os festivais europeus no futuro.

O vocalista da banda ainda destaca a importância de trabalhar com outras culturas. “A gente percebe uma diferença enorme entre as casas de show brasileiras e as portuguesas”, disse. “A gente é muito bem tratado pelos donos das casas de shows, e, ao mesmo tempo, eles cobram que a gente faça um trabalho bem feito. Então rola uma coisa mútua, é muito legal”, explicou Arthur Brenner.

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Depois dos shows em Portugal, a Alarmes volta ao Brasil para continuar a turnê por aqui e trabalhar no próximo álbum, previsto para 2018. “Já começamos a fazer algumas produções [do novo disco] e pretendemos lançar no primeiro semestre do ano que vem. Até lá, vamos tentar tocar em alguns festivais”, antecipou o vocalista.

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