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sexta-feira, 21 de julho de 2017 Notas | 18:35

Como as bandas que foram marcadas por tragédias tocaram suas carreiras?

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A trágica morte de Chester Bennington nessa quinta-feira (20) coloca em xeque o futuro do Linkin Park. A banda, que acabou de lançar o álbum “One More Light”, agora terá que tocar a carreira sem o seu líder.

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Crédito: Reprodução/Twitter

O Linkin Park vivia uma boa fase. O novo disco é bem diferente dos álbuns que alçaram a banda ao patamar que ela tem hoje, principalmente entre os adolescentes dos anos 2000. Mas a divulgação pesada e a turnê com a passagem pelo Brasil mostraram que o grupo estava bem vivo. Horas antes da morte de Chester Bennington ser confirmada, eles até lançaram o clipe de Talking to Myself, faixa do último álbum. Agora, o futuro é uma incógnita.

Outras experiências

Em 1996, o Sublime passou por algo parecido. A banda tinha estourado nos Estados Unidos com o álbum “40oz. to Freedom”, de 1992, e a sequência “Robbin’ the Hood”, de 1994. Dois anos depois do segundo disco, o vocalista Bradley Nowell foi encontrado morto em um quarto de hotel, vítima de uma overdose de heroína.

Com a morte de Nowell, a banda decidiu dar um tempo. Ainda naquele ano, eles lançaram “Sublime”, seu terceiro álbum, que teve o single Santeria. Na época, o empresário do grupo disse que os integrantes não queriam continuar tocando sob o mesmo nome. “Assim como o Nirvana morreu com Kurt Cobain, o Sublime morreu com Brad”, resumiu.

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O grupo deu origem a outras bandas, com novas formações e outros nomes. Mas, em 2009, Bud Gaugh e Eric Wilson decidiram retomar o Sublime. Bradley Nowell foi substituido por Rome Ramirez e a banda ganhou o nome de Sublime with Rome. Juntos, eles gravaram dois álbuns: “Yours Truly”, em 2011, e “Sirens”, em 2015. Bud deixou o grupo em 2011 e Eric Wilson é o único membro original do Sublime na nova formação.

Antes, o The Doors passou por uma situação semelhante. O vocalista Jim Morrison sofreu uma overdose de heroína e morreu em 1971, logo depois da banda lançar o álbum “L.A. Woman”. Sem Morrison, o grupo tentou seguir a carreira com Robby Krieger e Ray Manzarek nos vocais, mas a aventura durou apenas dois anos: em 1973, a banda acabou.

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Os americanos ainda lançaram três álbuns sem Jim Morrison, mas não seguiram fazendo shows. Eles se reuniam em ocasiões especiais e celebravam seu legado através de compilações e outros lançamentos. Em 2016, os últimos dois membros do The Doors, John Densmore e Robby Krieger, se reuniram pela primeira vez em 15 anos para um tributo a Ray Manzarek, que morreu em 2013.

Por outro lado, o AC/DC também perdeu seu vocalista, mas se manteve na ativa. Bon Scott morreu em 1980, engasgado com o próprio vômito, quando a banda estava produzindo o álbum “Back in Black”. Os outros integrantes do grupo consideraram abandonar o projeto, mas foram encorajados pelos pais de Scott a continuar na ativa.

Para isso, o grupo trouxe um novo vocalista: Brian Johnson, que se tornou a voz mais conhecida do AC/DC. Foi com ele que os australianos lançaram álbuns como “For Those About to Rock We Salute You”, “Fly on the Wall” e “Ballbreaker”. A decisão foi acertada, a banda se manteve bem sucedida e até hoje é considerada uma das maiores da história do rock. Hoje, é Axl Rose quem está nos vocais do grupo australiano.

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Outras bandas famosas, como Nirvana e Queen, morreram junto com seus líderes. Mais do que vocalistas, Kurt Cobain e Freddie Mercury eram ícones de suas bandas. Sem Mercury, o Queen chegou a fazer shows com Adam Lambert nos vocais. Já o Nirvana acabou para seu baterista Dave Grohl fundar uma das maiores bandas da atualidade, o Foo Fighters. Mas não fazia o menor sentido continuar com os grupos com substitutos.

O Linkin Park é diferente. Apesar de Chester Bennington ser a cara da banda e ter uma voz singular, a banda pode continuar com um novo vocalista. Principalmente se Mike Shinoda, outro membro bem destacado do grupo, estiver a fim. De qualquer maneira, os fãs vão continuar exaltando tanto a banda quanto o legado de Chester.

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quinta-feira, 18 de maio de 2017 Notas | 17:27

Incansável herói do grunge, Chris Cornell deixa legado que nunca será apagado

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Em meio ao caos político que o Brasil viveu no fim dessa quarta-feira (17), os fãs de música tiveram um enorme baque na manhã desta quinta-feira (18): a morte de Chris Cornell. Aos 52 anos, um dos maiores nomes do rock alternativo sofreu uma morte súbita, que está sendo tratada como suicídio, e chocou todo mundo.

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Conhecido por ser a voz do Soundgarden e do Audioslave, Chris Cornell emplacou hits como Like A StoneBlack Hole SunDoesn’t Remind MeBlack Rain. Nos anos 1990 e 2000, o americano era um dos grandes ícones do gênero e influenciou toda uma geração.

Carreira

Nascido em Seattle, o músico viveu a fase áurea do grunge com o Soundgarden. Ao lado de bandas como o Nirvana e o Pearl Jam, o Soundgarden foi um dos grandes expoentes da fase mais prolífica da música de Seattle, quando a cidade era o centro mais efervescente da produção cultural americana.

O Soundgarden pode até não ter feito o mesmo sucesso que Nirvana e Pearl Jam, mas o legado que Cornell deixou é inquestionável. O álbum “Superunknown”, de 1994, é considerado um dos melhores de todos os tempos e o mais importante da carreira do grupo americano.

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No fim dos anos 1990, problemas internos fizeram com que o Soundgarden chegasse ao fim, o que, por outro lado, propiciou que Cornell desse mais um passo importante na carreira: o Audioslave. O supergrupo foi formado por ele, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk, virando sucesso imediato. Foi com os músicos do Rage Against The Machine que Chris conquistou uma nova safra de fãs, muitos que sequer conheciam o trabalho do Soundgarden. A banda foi sucesso nos anos 2000, principalmente com o álbum “Audioslave” e o hit Like A Stone, presença certa na programação da MTV por volta de 2004. Incansável, ele ainda apostou na carreira solo – e até numa reunião do Soundgarden. De 1999 pra cá, Cornell lançou cinco álbuns solos, sendo “Higher Truth”, de 2015, o mais recente.

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Caso o suicídio de Chris Cornell seja confirmado, sua morte terá uma trágica coincidência com a de Ian Curtis, que tirou a própria vida no dia 18 de maio de 1980, exatamente 37 anos antes do americano. Assim como o líder do Joy Division, Cornell deixa uma saudade imensa, tristeza profunda, mas um legado que nunca será apagado.

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