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sexta-feira, 19 de maio de 2017 Agenda, Entrevistas | 18:59

Ekena lança campanha de financiamento coletivo para disco de estreia

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A cantora Ekena conta com a ajuda de seus fãs para dar um importante passo em sua carreira: lançar seu primeiro disco, ““. Para isso, ela iniciou uma campanha de financiamento coletivo. Até o dia 17 de junho, a artista pretende arrecadar R$ 29.700 para tirar o projeto do papel.

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Crédito: Gabriel Quintão

Crédito: Gabriel Quintão

Como somos uma banda independente, sem grandes gravadoras por trás, achamos que a melhor forma de conseguir realizar esse sonho seria contando com a ajuda das pessoas que sempre torceram e nos acompanharam desde os primeiros trabalhos”, disse Ekena em entrevista ao Faixa1. Ela e seus parceiros de banda, Vinícius Lima e Gabriel Planas, já atingiram 12% da meta e arrecadaram quase R$ 4 mil até agora.

A grana do financiamento coletivo será usada para dar o acabamento ao álbum e custear despesas com mixagem, masterização, prensagem e finalização de artes visuais. O disco em si já está gravado desde janeiro. Para a cantora paulista, o crowdfunding é uma ferramenta muito importante para os artistas que vem sendo cada vez mais abraçada pelo público brasileiro. “Sempre que penso ‘poxa, as pessoas não colaboram tanto’, tento pensar e rever uns anos atrás, quando mal se falava de financiamento coletivo e quase ninguém se sensibilizava a ponto de colaborar com os artistas”, disse.

Na entrevista abaixo, Ekena fala sobre seu disco de estreia e as dificuldades do financiamento coletivo:

Faixa1: Por que você decidiu fazer um crowdfunding para o lançamento do disco?
Ekena:Eu demorei alguns anos pra amadurecer e decidir lançar um disco e quis fazer tudo da melhor forma; pensar em cada detalhe dos arranjos, em como seriam as artes desse trabalho e tudo mais. Como somos uma banda independente, sem grandes gravadoras por trás, achamos que a melhor forma de conseguir realizar esse sonho seria contando com a ajuda das pessoas que sempre torceram e nos acompanharam desde os primeiros trabalhos. O financiamento também permite que a gente faça esse disco todo com a nossa identidade, e isso pra mim é algo fundamental!

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Faixa1: Qual é a importância da popularização desses financiamentos coletivos para os artistas?
E: Acho que o crowdfunding deu mais liberdade aos artistas. Hoje vemos grandes nomes saindo de gravadoras e se tornando independentes novamente porque o financiamento proporciona isso. Você consegue colocar em prática o que deseja sem ser mais um produto enlatado do mercado. É importante que isso tome mais força no Brasil, que as pessoas comecem realmente a colaborar, não só com os seus artistas favoritos, mas que isso tome força e vire algo comum! É bom pros grandes artistas que já conhecemos, mas excelente também pra conhecer outros nomes que estão vindo com força total!

Faixa1:  Você acha que o brasileiro está lidando melhor com o financiamento coletivo e realmente apoiando os projetos nos quais ele acredita?
E: Eu acho que sim. Sempre que penso “poxa, as pessoas não colaboram tanto”, tento pensar e rever uns anos atrás, quando mal se falava de financiamento coletivo e quase ninguém se sensibilizava a ponto de colaborar com os artistas. Ainda existia uma visão muito louca de que artista só se torna grande quando está dentro de grandes gravadoras, e hoje isso mudou bastante. Temos aí grandes nomes que não fazem parte disso e que conseguiram lançar seus discos através de financiamento coletivo.

Faixa1: Você tem um bom alcance nas redes sociais, mas sente alguma dificuldade em reverter isso em grana e apoio ao projeto?
E: Poxa, sinto sim! Parece que existe aquele tal costume de “ah, depois eu baixo as músicas, não preciso ajudar”. O que muitas vezes essas pessoas não sabem é que, se elas não apoiarem, na maioria dos casos independentes, o disco não sai. Existe muita dificuldade financeira por trás disso, por conta dos custos gerais. E vejo isso num contexto geral, não só no crowdfunding, mas também em ajudas gerais com projetos culturais, shows e etc. Quanto aos shows que fazemos, muitas vezes uma parte da bilheteria é revertida pra banda e a outra parte fica com o dono da casa de shows. Além disso, pessoas/colegas/amigos pedem inclusão de nomes em listas VIP em vez de ajudar pagando R$ 10 ou R$ 15 na entrada e colaborar com a banda que está ali tocando, pra que ela receba um cachê minimamente justo.

Faixa1: Qual é o status do disco? O que vocês já tem pronto e o que depende do dinheiro arrecadado?
E: O disco já foi gravado em janeiro no Estúdio Rancho Rockfeller, o que falta agora são detalhes finais de mixagem e masterização, a prensagem do disco físico e a finalização das artes visuais que a Luiza Guedes está fazendo. Além disso, consideramos também a pós-produção do disco, que é a parte de comunicação e assessoria logo após o lançamento, pra que seja possível levar esse disco pro Brasil todo com muito amor e carinho.

Faixa1: Qual é a parte mais difícil de fazer um disco hoje em dia?
E: Acredito que a parte mais difícil não está em criar, mas sim em lançar. Torná-lo físico, gravado com qualidade digna, fazer esse disco ser ouvido, ganhar espaço e conseguir trabalhar com ele. Comparo com uma pessoa recém-graduada indo procurar emprego. Quando na entrevista perguntam se ele já tem experiência na área, e ele não tem, muitas vezes não é contratado. Se ninguém nunca der a chance, como ele será reconhecido e terá experiência? Eu venho de uma longa jornada de 17 anos cantando profissionalmente, mas esse é meu primeiro disco cheio e esperamos de coração que as pessoas o abracem como eu o tenho abraçado esse tempo todo.

Faixa1: Como esse álbum fala contigo? É uma espécie de biografia?
E: ‘Nó’ foi escrito durante duas fases: a Ekena antes de ser mãe e a após a maternidade. Gael me fez crescer muito como mulher e também como cantora e compositora. Eu tinha dificuldade pra compôr em português; antes dele escrevi apenas “Passarinho”, era a única música em português que tinha escrito (pro Joca, filho de uma grande amiga). Quando engravidei do Gael, senti vontade de escrever coisas que conversassem com as pessoas mais diretamente e que ele também pudesse entender com facilidade. O disco todo conta uma história, desde perdas (quando perdi minha avó Lula que morou comigo a vida toda), erros e relacionamentos abusivos que sofri durante mais de cinco anos, até sobre bons encontros, pessoas incríveis que passaram pela minha vida e de certa forma me ensinaram a me amar mais, mulheres incríveis que tive a honra de conhecer e transformar as histórias delas em canções. Então, sim, é uma biografia bem íntima, quem ouvir o disco vai saber muito da minha história até aqui.

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Faixa1: Após o lançamento do disco, quais serão os próximos passos?
E: Estamos fazendo o possível pra preparar uma turnê pelo Brasil, pra levar o show lindo desse disco, abraçar as pessoas, conhecer gente nova e trocar as mais belas energias. Quero levar esse som adiante, viajar por esse Brasilzão transmitindo muita música feita com a alma, empoderamento e amor.

A banda é atração da Virada Cultural Paulista e faz outros shows no interior de São Paulo neste fim de semana. Veja a agenda:

Ekena em Analândia
Quando: sábado, 20 de maio, às 20h
Onde: Cachaçaria Macaúva (Rua H, 61, Portal das Samambaias, Analândia)
Quanto: R$ 20

Ekena em Araraquara (Virada Cultural Paulista)
Quando: domingo, 21 de maio, às 3h10
Onde: Palco Choro das Águas (Praça do DAAE, Fonte Luminosa, Araraquara)
Quanto: grátis

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quinta-feira, 27 de abril de 2017 Agenda, Entrevistas | 19:36

Chico Salem faz show em São Paulo e planeja novo álbum para 2018

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O músico Chico Salem se apresenta nesta quinta-feira (27) em São Paulo. O guitarrista, que já tocou com artistas do gabarito de Arnaldo Antunes, toca o álbum “Maior ou Igual a Dois”, lançado no ano passado.

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Chico Salem faz show em São Paulo nesta quinta-feira (27)

Chico Salem faz show em São Paulo nesta quinta-feira (27)

“Após um ano do lançamento, eu já fiz tantas experiências de formações de banda nos shows, já convidei tanta gente pra participar, reciclando o repertóri​o,​ que pra mim parece que lancei o disco a semana passad​a”, disse Chico Salem, em entrevista ao Faixa1, sobre o disco mais recente.

No show da capital paulista, o músico terá a companhia de Barbara Eugênia e Felipe Antunes. “O ​F​elipe eu conheço mais intimamente, como amigo, parceiro… A Bárbara eu conheço menos, nos cruzamos algumas vezes, mas acompanho o trabalho dela há muito tempo”, explicou.

Na entrevista abaixo, o artista fala sobre o show em São Paulo, a turnê que fez em Portugal e seus planos para este ano.

Leia a entrevista:

Faixa1: O que você está planejando para o show em São Paulo?
Chico Salem: Eu sou um entusiasta dos encontros. Me atrai muito o fruto dos encontro entre pessoas, seres, artistas. Minha ideia para esse show é trazer os dois com suas personalidades, particularidades e suas artes pra somar e multiplicar com o meu show. O resultado é sempre um mistério curioso e imprevisível.

Faixa1: Qual é sua relação com Barbara Eugênia e Felipe Antunes?
CS: O ​F​elipe eu conheço mais intimamente, como amigo, parceiro. Além de ser fã de seu trabalho com o Vitrola Sintética, e de seu disco solo “Lâmina”. Inclusive já participei do show deles cantando Titãs, e foi muito legal. A Bárbara eu conheço menos, nos cruzamos algumas vezes, mas acompanho o trabalho dela há muito tempo. Acho uma artista excepcional e com muita, muita personalidade.

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Faixa1: Como o álbum “Maior ou Igual a Dois” está envelhecendo para você?​​ Como é trabalhar com ele mais de um ano após o lançamento?
CS: A vida não paá​ra. E está em constante transformação. Da mesma forma que esse disco e esse show pra mim. Após um ano do lançamento, eu já fiz tantas experiências de formações de banda nos shows, já convidei tanta gente pra participar, reciclando o repertóri​o,​ que pra mim parece que lancei o disco a semana passad​a. Estou em paz com ele já ter um ano​, o que não significa que já não esteja fervilhando para desenvolver um novo projeto.

Faixa1: O que você mais gosta no álbum?
CS: Eu adoro o frescor que os encontros inusitados presentes nesse disco mostram​. É pra mim um presente ter tido tanta gente legal imprimindo suas fotografias nessas gravações.

Faixa1: Como foi fazer shows desse disco em Portugal?
CS: Foi um a experiência incrível. Num país distante. Novo. Mas com uma língua mãe comum​ ​que dá uma base que ajuda na comunicação. Foi uma recepção surpreendente pra mim.

Faixa1: Quais são seus planos para este ano?
CS: Meu desejo é seguir 2017 trabalhando o show “Maior ou igual a Dois”, com todos os encontros que ele vai gerar​.​ Rodar cidades que ainda não fui​.​ Produzir novos conteúdos de v​í​deo, ainda sobre o repertório do disco. E já preparar um disco novo para ser lançado em janeiro de 2018.

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Chico Salem em São Paulo
Quando: quinta-feira, 27 de abril, às 21h
Onde: Tupi or not Tupi (R. Fidalga, 360 – Vila Madalena)
Quanto: R$ 35

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