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Arquivo de junho, 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017 Fique de olho, Novidades | 16:47

Exclusivo: Daniel Villares lança “Catavento”, seu disco de estreia

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O carioca Daniel Villares lança nesta terça-feira (27) o álbum “Catavento”, o primeiro de sua carreira. Aposta da Garimpo, o braço fonográfico do projeto Brasileiríssimos, o músico mistura influências do samba e da bossa nova ao som de artistas gringos como Beach Boys e Beatles.

Leia também: Aphex Twin e Justice brilham no NOS Primavera Sound, em Portugal

Daniel Villares - Catavento

Divulgação/Zéca Vieira

Em sua estreia, Daniel Villares já conseguiu cativar nomes conhecidos da música nacional, como Clarice Falcão e Aline Lessa, que participam do disco. Bubu Silva, trompetista do Los Hermanos, também trabalha com o carioca no álbum, que é todo escrito em primeira pessoa e quase autobiográfico.

“Catavento” traz 10 ótimas faixas, com destaque para O Que o Vento TrazJá Não Dá. “A mensagem do disco é a de você buscar ser feliz e ser a pessoa que você realmente é e não aquilo que as pessoas acham que você deve ser ou que você mesmo se convenceu que é o ‘correto’ de se ser”, explica Daniel sobre o trabalho. “Eu passei uma vida negando ser o que eu era e tentando me encaixar em certas expectativas, seja de terceiros ou próprias. No final das contas, resolvi seguir o meu sonho que eu tentei por tanto tempo sufocar, que é fazer música”, continua.

Apesar deste ser o primeiro álbum cheio de Daniel Villares, o carioca já é um nome conhecido entre os artistas da nova geração da MPB. O EP “Man on The Moon”, que ele lançou em 2014, chamou a atenção de nomes como Mallu Magalhães e Clarice Falcão, que aparece na faixa bônus Forever.

O disco “Catavento” está disponível na íntegra no YouTube e nas principais plataformas de streaming do País.

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quarta-feira, 14 de junho de 2017 Agenda, Entrevistas, Festivais | 18:27

Craca e Dani Nega estreiam no Vento Festival, em São Sebastião

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A terceira edição do Vento Festival começa nesta quinta-feira (15), em São Sebastião, no litoral de São Paulo. Além da cidade nova, o evento terá uma outra estreia: a do duo Craca e Dani Nega, que tocarão pela primeira vez no festival.

Crédito: Nadja Kouchi

Crédito: Nadja Kouchi

“Não conhecia o festival, mas sempre me falaram muito bem. Sempre falam que é um festival muito querido, legal e interessante. Estou ansiosa para essa troca”, afirmou Dani Nega em entrevista ao Faixa1. “Assim como o RecBeat, tem uma curadoria muito interessante de artistas independentes e alternativos, me interessa bastante”, continuou.

Uma das coisas que a artista quer mais ver em São Sebastião é a troca com o público. “A gente sempre vai achando que o público não está aberto para escutar um som novo, mas é o contrário, o público é sempre receptivo”, explicou. “Estou muito feliz, os artistas que vão participar são incríveis”, destacou.

Neste ano, o Vento terá a empatia como um dos temas. Para Dani, é importante um festival falar sobre esses assuntos e trazer artistas alinhados a esse pensamento. “É muito importante. Principalmente pra gente que tem um discurso um pouco afiado e que incomoda algumas pessoas. Certamente que nesses tempos sombrios nós somos boicotados em alguns lugares”, disse. “Esses festivais que dão espaços pra artistas como nós, eu considero como espaços de resistência e de muita importância”, continuou a cantora.

No Vento, Craca e Dani Nega vão mostrar o álbum “Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha”, de 2016. “Como o disco é muito discursivo, ele tende a mudar constantemente. O discurso não tem como permanecer intacto com todas essas informações e levantes que vem acontecendo no nosso País”, afirmou Dani sobre sua relação com o disco hoje. “É tudo tão confuso e caótico que acaba interferindo no que a gente pensa e no que a gente diz. Cada show é uma surpresa nova pra gente. Então é um trabalho que estará sempre amadurecendo é sempre em mudanças.”

A sequência do disco já está nos planos. “Estamos começando a gravar um novo disco que tem uma pegada mais soul”, antecipou a cantora. “Não sei se já fica pronto pro segundo semestre. Mas estaremos trabalhando nele”, garantiu.

Craca e Dani Nega são atração do segundo dia de Vento, nesta sexta-feira (16). O evento é gratuito e acontece de quinta (15) a domingo (18) em São Sebastião.

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segunda-feira, 12 de junho de 2017 Festivais | 15:24

Aphex Twin e Justice brilham no NOS Primavera Sound, em Portugal

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Por Marcela Lorenzetti, do Porto

Com mais uma edição, o NOS Primavera Sound 2017 veio com tudo com um line-up que agradou aos amantes de qualquer gênero musical. O festival tomou conta do Porto, em Portugal, entre os dias 8 e 10 de junho, com festas no centro da cidade, além dos shows no Parque da Cidade.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

Confesso que fiquei reticente quando cheguei ao parque da cidade, foram quatro palcos, sendo dois “principais” (Nos Stage e Super Bock Stage) que são localizados bem próximos um do outro, e os outros dois que são mais afastados (Pitchfork Stage e Palco.) mas que não deixaram e desejar, sendo chão de shows como Death Grips e Tycho. O festival também ofereceu uma vasta opção de food trucks com todos os tipos de comida (inclusive brasileira!), espaços de descanso e (não tantos) stands de patrocinadores que ofereciam brindes pra galera.

DIA 1

No fim de tarde de quinta-feira (8), o português Samuel Úria, abriu o festival no palco Super Bock, e tenho que dizer que fiquei surpresa, a edição portuguesa do festival oferece uma acústica incrível e não desaponta nenhum fã que queira ficar no gargarejo de sua banda favorita. Ainda no dia 8, com apenas os dois palcos principais em funcionamento, Cigarettes After Sex se apresentou no palco principal, trazendo um momento melancólico para o público. Mais tarde, foi a vez de Miguel. O americano trouxe a sensualidade em forma de pop para o festival, sendo o primeiro show que levantou a galera para o que estava por vir, cantando hits como “Sure Thing” e “Adorn” ao pôr-do-sol no parque da cidade. Run The Jewels se apresentou no mesmo palco mais tarde e tenho que dizer que a reação do público me surpreendeu. Killer Mike e El-P interagiram com o pessoal e agitaram todo mundo, fazendo piadas no palco, criticando políticos ao som de “Lie, Cheat, Meow” e dançando muito!

Mais tarde, Flying Lotus se apresentou no Super Bock Stage com uma performance inesquecível, porém Justice foi quem fechou o primeiro dia do festival. Durante o show do Flying Lotus, a dupla eletrônica foi curtir o festival e passou despercebida por todo mundo (com a excessão de alguns fãs que pediram foto). Tenho que dizer que isso é um grande diferencial dos festivais que fui no Brasil, o público do Primavera Sound é bem receptivo aos artistas, e não piram toda vez que eles saem do backstage para o festival, tornando uma oportunidade incrível de assistir shows ao lado de artistas incríveis. Gaspard e Xavier fecharam o primeiro dia com um show que pode apenas ser descrito como inesquecível. O setting do palco, com um show de luzes incrível e muuuuitas caixas de som, combinados com a acústica do Parque e a energia de festival, tornaram essa noite especial e inexplicável. O duo fez um show baseado na música “Love SOS” e junto com ela ouvimos outras músicas do novo álbum “Woman”, como “Safe and Sound”,”Pleasure” “Chorus” e “Alakazam!” bem como músicas mais antigas como a clássica “D.A.N.C.E”, mas sempre com uma pegada de “Love SOS”. Simplesmente arrepiante.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

DIA 2

Depois do primeiro dia de festival com tantos shows inesquecíveis, não pensei que o festival poderia me surpreender mais. O primeiro show que me surpreendeu foi dos meninos do Pond. Nick Allbrook (ex-baixista do Tame Impala) com toda sua esquisitice tomou o palco no segundo dia, abrindo com “30000 megatons” e seguindo com outras músicas do álbum mais recente “The Weather”, como “Sweep Me Off My Feet” e “Paint Me Silver”. O ponto alto do show foi com certeza “Waiting Around For Grace” do álbum “Man It Feels Like Dpace Again”, trazendo um toque psicodélico que o festival precisava. Depois do show, a galera do Pond foi para o backstage assistir Whitney no palco ao lado, e um pouco antes de Angel Olsen, Nick deu uma saidinha e consegui falar com ele por alguns poucos segundos, muito simpático ainda aceitou tirar foto comigo e agradeceu o suporte, mas voltou rapidamente para o backstage pois queria assistir ao show de Angel Olsen.

O destaque do segundo dia foi o grande Bon Iver, que apresentou músicas mais recentes e trouxe ao festival o toque romântico com a performance de “Skinny Love” no final do show, e deixou o pessoal querendo mais. No palco ao lado, foi a vez de Skepta agitar a galera, e fiquei impressionada de ver um público tão diversificado pulando tanto em um show, algo comparável apenas ao show do Run The Jewels no dia anterior e, mais tarde, no dia 10, ao show do Death Grips.

Nicolas Jaar tomou o palco principal no começo da madrugada com toda sua genialidade e experimentalidade da música eletrônica ambiente, deixando o público maravilhado e uma vibe melancólica no ar. Eu diria que o segundo dia de festival foi provavelmente o menos agitado, mesmo esgotado, o público não estava tão animado quanto no primeiro dia.

Crédito: Marcela Lorenzetti

Crédito: Marcela Lorenzetti

DIA 3

As bandas The Growlers, Sampha, Death Grips, Metronomy, Aphex Twin e Tycho tiveram maior destaque no último dia de festival. Brooks Nielsen com sua voz rouca e toda sua presença de palco fez o público pular e cantar singles como “I’ll Be Around” e “City Club”, descendo do palco e jogando sua jaqueta para o pessoal que estava perto do palco. Mais tarde, foi a vez de Death Grips causar tumulto no palco. O grupo californiano de hip hop fez um dos shows mais animados do festival. Um dos diferenciais do Primavera Sound é a diversidade do público, e foi de tirar o fôlego (literalmente!) assistir MC Ride agitando o pessoal; com direito a mosh pits na frente da grade e muitos gritos e pulos dos fãs. Enquanto isso, no palco principal, Metronomy se apresentava e mais tarde no mesmo palco foi a vez do show mais esperado da noite (e talvez do festival todo), Aphex Twin.

Richard D James entrou no palco antes do show começar, causando alvoroço na plateia momentos antes da grande performance. Acho válido destacar que esse show só pode ser descrito como uma experiência única na vida. O setlist de Aphex Twin fez jus ao futurístico esquizofrênico delirante com o palco montado cheio de telas que passaram os rostos dos fãs filmados durante a noite na frente do palco. Sempre com o toque amedrontador e alucinado, Richard fez o chão do festival tremer durante duas horas, os raios de luz verde formavam uma espécie de telhado sobre o público do festival que tentava entender o que estava se passando ali, com certeza um momento memorável na vida de todos ali presentes. Mais tarde, enquanto o público se dissipava para assistir outros artistas como Tycho, que se apresentou no Pitchfork Stage com direito ao melhor da música ambiente, fãs de Aphex Twin esperavam na grade com esperança de que o artista desceria para fotos e autógrafos. Depois de 20 minutos ajudando a desmontar o palco, Richard desceu e foi falar um pouco com o pessoal, tirou fotos e deu autógrafos pra todo mundo que ali aguardava. Tenho que dizer que foi um dos melhores momentos da minha vida, nunca pensei que um artista de grande importância no cenário musical eletrônico, que influenciou tantos outros, fosse uma pessoa tão simpática e humilde com seus fãs. Além do mais, acho que todo mundo ficou meio surpreso, estávamos todos tão nervosos que nem conseguíamos falar direito com ele, e depois de fumar um ali conosco, Richard se despediu. Como se não bastasse os outros maravilhosos shows e eventos daqueles últimos 3 dias, tornou aquela noite mais especial ainda.

Marcela Lorenzetti também é dona do projeto “Humans of Porto”, no Instagram.

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Notas | 12:20

Charli XCX faz show curto e explosivo no Cultura Inglesa Festival

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Atração principal da 21ª edição do Cultura Inglesa Festival, em São Paulo, Charli XCX agitou mais de 15 mil pessoas em um show gratuito no Memorial da América Latina, nesse domingo (11). Com base em seu álbum mais recente, “Number 1 Angel”, a cantora fez um show curto, mas empolgado.

Crédito: Divulgação/Maria Tuca Fanchin

Crédito: Divulgação/Maria Tuca Fanchin

A britânica entrou no palco já empolgada, pulando bastante, e pedindo a energia dos fãs paulistanos. Charli XCX mandou uma sequência de três músicas de “Number 1 Angel”: Roll With MeDreamerBabygirl. Depois, ela fez a alegria dos fãs mais antigos com I Love It, música escrita por ela e gravada pelo duo Icona Pop.

Com direito a chuva de papel picado e dois dançarinos ao melhor estilo “bonecão do posto”, o show da cantora foi bem animado e cheio de energia. Apaixonada pelo Brasil, ela desceu ao público duas vezes, correu até onde pode e ainda fez um agrado ao abraçar uma bandeira do Brasil. Mas o momento mais especial foi quando ela se enrolou em uma bandeira LGBT,

Os fãs mais antigos ficaram decepcionados por não conseguirem ver a britânica as músicas de seus discos anteriores. As faixas de “True Romance” foram solenemente ignoradas, enquanto “Sucker” só teve Boom ClapBreak the Rules. O EP “Vroom Vroom” só teve a faixa título.

Em sua segunda vinda ao Brasil, Charli XCX não deixou a desejar, mas também não fez um show memorável. Em menos de uma hora, ela cantou apenas 14 músicas. Em sua primeira passagem pelo País, em 2014, ela cantou 13 músicas, mas tinha uma carreira muito mais curta do que agora. Apesar de tudo, os fãs certamente saíram felizes do Memorial da América Latina.

A 21ª edição do Cultura Inglesa Festival ainda teve shows de Staff Only, Soul Prime e Karol Conka. O evento ainda tem atividades gratuitas até este domingo (18).

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domingo, 4 de junho de 2017 Entrevistas | 18:24

Expoente de nova cultura em Portugal, Nidia Minaj faz boa estreia no Brasil

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A produtora portuguesa Nidia Minaj tocou pela primeira vez no Brasil na madrugada deste domingo (4), na festa Zonas Limiares, do RBMA Festival em São Paulo. Com apenas 20 anos, ela é um dos maiores expoentes da nova cultura musical de Portugal.

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Ao lado de nomes como DJ Marfox e DJ Nigga Fox, junto com o selo Príncipe Discos, Nidia Minaj promove a popularização do kuduro e de outros ritmos africanos no país europeu. “Acho que não podemos falar de Portugal sem falar das ex-colônias”, disse a portuguesa em entrevista ao Faixa1. “Para mim, as ex-colônias é que comandam a cultura portuguesa, seja em dança ou em música”, afirmou. “Isso é sinal de que os portugueses aderem bem à cultura das ex-colônias.”

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Muito conectada à África, Nidia Borges cresceu no Vale da Amoreira, na periferia de Lisboa. A região tem grandes comunidades de imigrantes africanos, principalmente de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. O kuduro esteve presente em toda a formação da produtora. Na adolescência, inspirada por uma rádio que tocava o ritmo nos intervalos das aulas, ela criou o grupo Kaninas com algumas amigas.

Apesar de ser bem antenada com o que rola no Brasil, a artista conta não ter muita conexão com o País. “Gosto de ‘funk favelado’, para mim é do melhor do Brasil”, disse Nidia, que também revelou ser fã das novelas brasileiras. Na madrugada deste domingo (4), ela agitou a Casa das Caldeiras, na zona oeste de São Paulo, com seu set que misturou kuduro, batida e outros ritmos.

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Para Nidia Minaj, a cena musical de Portugal é bem animadora. “É boa, temos muita diversidade”, disse. “Nos últimos anos, tenho me animado muito com batida, afrohouse e kizomba”, explicou. A cantora lançou em 2015 o álbum “Danger” e já trabalha no próximo.

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