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Arquivo de maio, 2017

sábado, 20 de maio de 2017 Agenda, Entrevistas | 18:44

Coletânea revisita a carreira do Skank com artistas da nova geração

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Uma das grandes bandas do rock nacional, o Skank completa 26 anos em 2017 e vai ganhar uma homenagem de quem cresceu ouvindo a banda. A coletânea “Dois Lados”, que está sendo produzida por Pedro Ferreira, junta 32 artistas fazendo suas próprias versões de 32 músicas do grupo mineiro, entre hits e joias escondidas nos nove álbuns de estúdio que eles lançaram.

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A ideia de fazer a coletânea partiu de Pedro, que é fã de longa data do Skank. “Sou de Mariana (MG) e comecei a ouvir a banda por influência de primos mais velhos”, disse o mineiro em entrevista ao Faixa1. Ele lembra de quando a banda gravou um DVD em Ouro Preto, em 2001, e ele não pode ir ao show. “Meus primos foram e ficaram reverberando isso na minha cabeça por muito tempo, aí comecei a ouvir mais a banda e me lamentei muito por não ter ido”, recordou.

Aproveitando os 25 anos do lançamento de “Skank”, álbum de estreia da banda, o produtor convidou nomes como Ian Ramil, Garotas Suecas, Rico Dalasam, Selvagens à Procura de Lei e Francisco, El Hombre para regravar as músicas do grupo. “Procurei convidar artistas que admiram a obra do skank, mas que não necessariamente têm influências deles”, explicou Pedro. “Não é um disco de cover, eles ficam à vontade para imprimir seu estilo”, ressaltou.

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Por ser um trabalho sem fins lucrativos, o produtor e os artistas não precisaram de uma autorização legal para regravar as músicas, mas Pedro Ferreira fez questão de entrar em contato com a banda para falar sobre o projeto. “No pré-projeto, eu entrei em contato com a banda e eles adoraram a ideia e deram total aval para continuar”, garantiu. Para ele, esse projeto pode ajudar as novas gerações a conhecerem o trabalho do grupo mineiro e apresentar aos fãs antigos do Skank os novos nomes da música nacional.

Esta não é a primeira vez que Pedro Ferreira faz coletâneas em homenagem a artistas. Ele também trabalhou em projetos semelhantes revisitando as carreiras de Los Hermanos e Milton Nascimento. “Eu acho bacana, é uma forma de perpetuar o legado dos artistas e direcionar o olhar para os novos músicos”, explicou sobre os trabalhos. “O Brasil vive um de seus melhores momentos na música”, ressaltou.

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A coletânea “Dois Lados” sairá em junho e será disponibilizada para download gratuito e streaming pelo site Scream & Yell. Veja abaixo a lista de artistas que participam do projeto:

A Banda Mais Bonita da Cidade (PR)
Ana Larousse e Leo Fressato (PR)
Ana Muller (ES)
AnaVitória (TO)
André Abujamra (SP)
Cobra Coral (MG)
Dani Black (SP)
Esteban (RS)
Fernando Anitelli (SP)
Francisco El Hombre (SP)
Garotas Suecas (SP)
Graveola (MG)
Ian Ramil (RS)
Jéf (RS)
Lulina (PE)
Manitu (MG)
Medulla (RJ)
Nevilton (PR)
Phillip Long (SP)
Phill Veras (MA)
Quarup (SP)
Rico Dalasam (SP)
Selvagens à Procura de Lei (CE)
Seu Pereira e Coletivo 401 (PB)
Sr. Gonzales (DF)
Teago Oliveira (Maglore) (BA)
The Baggios (SE)
Transmissor (MG)
Tuyo (PR)
Wado (AL)
Zé Manoel (PE)

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sexta-feira, 19 de maio de 2017 Agenda, Entrevistas | 18:59

Ekena lança campanha de financiamento coletivo para disco de estreia

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A cantora Ekena conta com a ajuda de seus fãs para dar um importante passo em sua carreira: lançar seu primeiro disco, ““. Para isso, ela iniciou uma campanha de financiamento coletivo. Até o dia 17 de junho, a artista pretende arrecadar R$ 29.700 para tirar o projeto do papel.

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Crédito: Gabriel Quintão

Crédito: Gabriel Quintão

Como somos uma banda independente, sem grandes gravadoras por trás, achamos que a melhor forma de conseguir realizar esse sonho seria contando com a ajuda das pessoas que sempre torceram e nos acompanharam desde os primeiros trabalhos”, disse Ekena em entrevista ao Faixa1. Ela e seus parceiros de banda, Vinícius Lima e Gabriel Planas, já atingiram 12% da meta e arrecadaram quase R$ 4 mil até agora.

A grana do financiamento coletivo será usada para dar o acabamento ao álbum e custear despesas com mixagem, masterização, prensagem e finalização de artes visuais. O disco em si já está gravado desde janeiro. Para a cantora paulista, o crowdfunding é uma ferramenta muito importante para os artistas que vem sendo cada vez mais abraçada pelo público brasileiro. “Sempre que penso ‘poxa, as pessoas não colaboram tanto’, tento pensar e rever uns anos atrás, quando mal se falava de financiamento coletivo e quase ninguém se sensibilizava a ponto de colaborar com os artistas”, disse.

Na entrevista abaixo, Ekena fala sobre seu disco de estreia e as dificuldades do financiamento coletivo:

Faixa1: Por que você decidiu fazer um crowdfunding para o lançamento do disco?
Ekena:Eu demorei alguns anos pra amadurecer e decidir lançar um disco e quis fazer tudo da melhor forma; pensar em cada detalhe dos arranjos, em como seriam as artes desse trabalho e tudo mais. Como somos uma banda independente, sem grandes gravadoras por trás, achamos que a melhor forma de conseguir realizar esse sonho seria contando com a ajuda das pessoas que sempre torceram e nos acompanharam desde os primeiros trabalhos. O financiamento também permite que a gente faça esse disco todo com a nossa identidade, e isso pra mim é algo fundamental!

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Faixa1: Qual é a importância da popularização desses financiamentos coletivos para os artistas?
E: Acho que o crowdfunding deu mais liberdade aos artistas. Hoje vemos grandes nomes saindo de gravadoras e se tornando independentes novamente porque o financiamento proporciona isso. Você consegue colocar em prática o que deseja sem ser mais um produto enlatado do mercado. É importante que isso tome mais força no Brasil, que as pessoas comecem realmente a colaborar, não só com os seus artistas favoritos, mas que isso tome força e vire algo comum! É bom pros grandes artistas que já conhecemos, mas excelente também pra conhecer outros nomes que estão vindo com força total!

Faixa1:  Você acha que o brasileiro está lidando melhor com o financiamento coletivo e realmente apoiando os projetos nos quais ele acredita?
E: Eu acho que sim. Sempre que penso “poxa, as pessoas não colaboram tanto”, tento pensar e rever uns anos atrás, quando mal se falava de financiamento coletivo e quase ninguém se sensibilizava a ponto de colaborar com os artistas. Ainda existia uma visão muito louca de que artista só se torna grande quando está dentro de grandes gravadoras, e hoje isso mudou bastante. Temos aí grandes nomes que não fazem parte disso e que conseguiram lançar seus discos através de financiamento coletivo.

Faixa1: Você tem um bom alcance nas redes sociais, mas sente alguma dificuldade em reverter isso em grana e apoio ao projeto?
E: Poxa, sinto sim! Parece que existe aquele tal costume de “ah, depois eu baixo as músicas, não preciso ajudar”. O que muitas vezes essas pessoas não sabem é que, se elas não apoiarem, na maioria dos casos independentes, o disco não sai. Existe muita dificuldade financeira por trás disso, por conta dos custos gerais. E vejo isso num contexto geral, não só no crowdfunding, mas também em ajudas gerais com projetos culturais, shows e etc. Quanto aos shows que fazemos, muitas vezes uma parte da bilheteria é revertida pra banda e a outra parte fica com o dono da casa de shows. Além disso, pessoas/colegas/amigos pedem inclusão de nomes em listas VIP em vez de ajudar pagando R$ 10 ou R$ 15 na entrada e colaborar com a banda que está ali tocando, pra que ela receba um cachê minimamente justo.

Faixa1: Qual é o status do disco? O que vocês já tem pronto e o que depende do dinheiro arrecadado?
E: O disco já foi gravado em janeiro no Estúdio Rancho Rockfeller, o que falta agora são detalhes finais de mixagem e masterização, a prensagem do disco físico e a finalização das artes visuais que a Luiza Guedes está fazendo. Além disso, consideramos também a pós-produção do disco, que é a parte de comunicação e assessoria logo após o lançamento, pra que seja possível levar esse disco pro Brasil todo com muito amor e carinho.

Faixa1: Qual é a parte mais difícil de fazer um disco hoje em dia?
E: Acredito que a parte mais difícil não está em criar, mas sim em lançar. Torná-lo físico, gravado com qualidade digna, fazer esse disco ser ouvido, ganhar espaço e conseguir trabalhar com ele. Comparo com uma pessoa recém-graduada indo procurar emprego. Quando na entrevista perguntam se ele já tem experiência na área, e ele não tem, muitas vezes não é contratado. Se ninguém nunca der a chance, como ele será reconhecido e terá experiência? Eu venho de uma longa jornada de 17 anos cantando profissionalmente, mas esse é meu primeiro disco cheio e esperamos de coração que as pessoas o abracem como eu o tenho abraçado esse tempo todo.

Faixa1: Como esse álbum fala contigo? É uma espécie de biografia?
E: ‘Nó’ foi escrito durante duas fases: a Ekena antes de ser mãe e a após a maternidade. Gael me fez crescer muito como mulher e também como cantora e compositora. Eu tinha dificuldade pra compôr em português; antes dele escrevi apenas “Passarinho”, era a única música em português que tinha escrito (pro Joca, filho de uma grande amiga). Quando engravidei do Gael, senti vontade de escrever coisas que conversassem com as pessoas mais diretamente e que ele também pudesse entender com facilidade. O disco todo conta uma história, desde perdas (quando perdi minha avó Lula que morou comigo a vida toda), erros e relacionamentos abusivos que sofri durante mais de cinco anos, até sobre bons encontros, pessoas incríveis que passaram pela minha vida e de certa forma me ensinaram a me amar mais, mulheres incríveis que tive a honra de conhecer e transformar as histórias delas em canções. Então, sim, é uma biografia bem íntima, quem ouvir o disco vai saber muito da minha história até aqui.

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Faixa1: Após o lançamento do disco, quais serão os próximos passos?
E: Estamos fazendo o possível pra preparar uma turnê pelo Brasil, pra levar o show lindo desse disco, abraçar as pessoas, conhecer gente nova e trocar as mais belas energias. Quero levar esse som adiante, viajar por esse Brasilzão transmitindo muita música feita com a alma, empoderamento e amor.

A banda é atração da Virada Cultural Paulista e faz outros shows no interior de São Paulo neste fim de semana. Veja a agenda:

Ekena em Analândia
Quando: sábado, 20 de maio, às 20h
Onde: Cachaçaria Macaúva (Rua H, 61, Portal das Samambaias, Analândia)
Quanto: R$ 20

Ekena em Araraquara (Virada Cultural Paulista)
Quando: domingo, 21 de maio, às 3h10
Onde: Palco Choro das Águas (Praça do DAAE, Fonte Luminosa, Araraquara)
Quanto: grátis

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quinta-feira, 18 de maio de 2017 Notas | 17:27

Incansável herói do grunge, Chris Cornell deixa legado que nunca será apagado

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Em meio ao caos político que o Brasil viveu no fim dessa quarta-feira (17), os fãs de música tiveram um enorme baque na manhã desta quinta-feira (18): a morte de Chris Cornell. Aos 52 anos, um dos maiores nomes do rock alternativo sofreu uma morte súbita, que está sendo tratada como suicídio, e chocou todo mundo.

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Conhecido por ser a voz do Soundgarden e do Audioslave, Chris Cornell emplacou hits como Like A StoneBlack Hole SunDoesn’t Remind MeBlack Rain. Nos anos 1990 e 2000, o americano era um dos grandes ícones do gênero e influenciou toda uma geração.

Carreira

Nascido em Seattle, o músico viveu a fase áurea do grunge com o Soundgarden. Ao lado de bandas como o Nirvana e o Pearl Jam, o Soundgarden foi um dos grandes expoentes da fase mais prolífica da música de Seattle, quando a cidade era o centro mais efervescente da produção cultural americana.

O Soundgarden pode até não ter feito o mesmo sucesso que Nirvana e Pearl Jam, mas o legado que Cornell deixou é inquestionável. O álbum “Superunknown”, de 1994, é considerado um dos melhores de todos os tempos e o mais importante da carreira do grupo americano.

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No fim dos anos 1990, problemas internos fizeram com que o Soundgarden chegasse ao fim, o que, por outro lado, propiciou que Cornell desse mais um passo importante na carreira: o Audioslave. O supergrupo foi formado por ele, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk, virando sucesso imediato. Foi com os músicos do Rage Against The Machine que Chris conquistou uma nova safra de fãs, muitos que sequer conheciam o trabalho do Soundgarden. A banda foi sucesso nos anos 2000, principalmente com o álbum “Audioslave” e o hit Like A Stone, presença certa na programação da MTV por volta de 2004. Incansável, ele ainda apostou na carreira solo – e até numa reunião do Soundgarden. De 1999 pra cá, Cornell lançou cinco álbuns solos, sendo “Higher Truth”, de 2015, o mais recente.

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Caso o suicídio de Chris Cornell seja confirmado, sua morte terá uma trágica coincidência com a de Ian Curtis, que tirou a própria vida no dia 18 de maio de 1980, exatamente 37 anos antes do americano. Assim como o líder do Joy Division, Cornell deixa uma saudade imensa, tristeza profunda, mas um legado que nunca será apagado.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017 Entrevistas | 15:55

Alarmes faz shows em Portugal em sua primeira turnê fora do Brasil

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A banda brasiliense Alarmes termina neste domingo (7) a sua primeira turnê fora do Brasil. Quando eles se apresentarem na cidade de Faro, em Portugal, os músicos terão cumprido uma agenda de nove shows em pouco menos de duas semanas no país.

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“É uma experiência completamente diferente”, disse ao Faixa1 o vocalista Arthur Brenner sobre os shows em Portugal. Ao todo, a banda passa por nove cidades diferentes, entre elas a capital Lisboa. “A gente chegou nos lugares onde tocamos e o público variou de umas 20 a 100 pessoas. Em todos eles, o show começa e as pessoas estão mais para apreciar, para conhecer, e do meio pra frente, as pessoas começam a dançar com a gente”, disse o músico da Alarmes.

Em Portugal, o grupo mostra o álbum “Em Branco”, lançado no ano passado. Arthur conta que os europeus estão gostando do trabalho. “A recepção tem sido muito boa, o público aceita e está muito disposto a conhecer música nova e de outro país”, disse, destacando que o público dos shows é formado essencialmente por portugueses.

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Nova cultura

Apesar de estarem fazendo shows em casas pequenas, os músicos da Alarmes estão bastante contentes com turnê portuguesa. “Essa turnê representa uma grande recompensa pelo trabalho que a gente tem feito no Brasil. Não é só um passo adiante, é um voo”, definiu Arthur. Além de mostrar sua música para um público diferente, a banda também está fazendo contatos que podem se transformar em convites para os festivais europeus no futuro.

O vocalista da banda ainda destaca a importância de trabalhar com outras culturas. “A gente percebe uma diferença enorme entre as casas de show brasileiras e as portuguesas”, disse. “A gente é muito bem tratado pelos donos das casas de shows, e, ao mesmo tempo, eles cobram que a gente faça um trabalho bem feito. Então rola uma coisa mútua, é muito legal”, explicou Arthur Brenner.

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Depois dos shows em Portugal, a Alarmes volta ao Brasil para continuar a turnê por aqui e trabalhar no próximo álbum, previsto para 2018. “Já começamos a fazer algumas produções [do novo disco] e pretendemos lançar no primeiro semestre do ano que vem. Até lá, vamos tentar tocar em alguns festivais”, antecipou o vocalista.

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