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quarta-feira, 14 de junho de 2017 Agenda, Entrevistas, Festivais | 18:27

Craca e Dani Nega estreiam no Vento Festival, em São Sebastião

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A terceira edição do Vento Festival começa nesta quinta-feira (15), em São Sebastião, no litoral de São Paulo. Além da cidade nova, o evento terá uma outra estreia: a do duo Craca e Dani Nega, que tocarão pela primeira vez no festival.

Crédito: Nadja Kouchi

Crédito: Nadja Kouchi

“Não conhecia o festival, mas sempre me falaram muito bem. Sempre falam que é um festival muito querido, legal e interessante. Estou ansiosa para essa troca”, afirmou Dani Nega em entrevista ao Faixa1. “Assim como o RecBeat, tem uma curadoria muito interessante de artistas independentes e alternativos, me interessa bastante”, continuou.

Uma das coisas que a artista quer mais ver em São Sebastião é a troca com o público. “A gente sempre vai achando que o público não está aberto para escutar um som novo, mas é o contrário, o público é sempre receptivo”, explicou. “Estou muito feliz, os artistas que vão participar são incríveis”, destacou.

Neste ano, o Vento terá a empatia como um dos temas. Para Dani, é importante um festival falar sobre esses assuntos e trazer artistas alinhados a esse pensamento. “É muito importante. Principalmente pra gente que tem um discurso um pouco afiado e que incomoda algumas pessoas. Certamente que nesses tempos sombrios nós somos boicotados em alguns lugares”, disse. “Esses festivais que dão espaços pra artistas como nós, eu considero como espaços de resistência e de muita importância”, continuou a cantora.

No Vento, Craca e Dani Nega vão mostrar o álbum “Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha”, de 2016. “Como o disco é muito discursivo, ele tende a mudar constantemente. O discurso não tem como permanecer intacto com todas essas informações e levantes que vem acontecendo no nosso País”, afirmou Dani sobre sua relação com o disco hoje. “É tudo tão confuso e caótico que acaba interferindo no que a gente pensa e no que a gente diz. Cada show é uma surpresa nova pra gente. Então é um trabalho que estará sempre amadurecendo é sempre em mudanças.”

A sequência do disco já está nos planos. “Estamos começando a gravar um novo disco que tem uma pegada mais soul”, antecipou a cantora. “Não sei se já fica pronto pro segundo semestre. Mas estaremos trabalhando nele”, garantiu.

Craca e Dani Nega são atração do segundo dia de Vento, nesta sexta-feira (16). O evento é gratuito e acontece de quinta (15) a domingo (18) em São Sebastião.

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sábado, 20 de maio de 2017 Agenda, Entrevistas | 18:44

Coletânea revisita a carreira do Skank com artistas da nova geração

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Uma das grandes bandas do rock nacional, o Skank completa 26 anos em 2017 e vai ganhar uma homenagem de quem cresceu ouvindo a banda. A coletânea “Dois Lados”, que está sendo produzida por Pedro Ferreira, junta 32 artistas fazendo suas próprias versões de 32 músicas do grupo mineiro, entre hits e joias escondidas nos nove álbuns de estúdio que eles lançaram.

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A ideia de fazer a coletânea partiu de Pedro, que é fã de longa data do Skank. “Sou de Mariana (MG) e comecei a ouvir a banda por influência de primos mais velhos”, disse o mineiro em entrevista ao Faixa1. Ele lembra de quando a banda gravou um DVD em Ouro Preto, em 2001, e ele não pode ir ao show. “Meus primos foram e ficaram reverberando isso na minha cabeça por muito tempo, aí comecei a ouvir mais a banda e me lamentei muito por não ter ido”, recordou.

Aproveitando os 25 anos do lançamento de “Skank”, álbum de estreia da banda, o produtor convidou nomes como Ian Ramil, Garotas Suecas, Rico Dalasam, Selvagens à Procura de Lei e Francisco, El Hombre para regravar as músicas do grupo. “Procurei convidar artistas que admiram a obra do skank, mas que não necessariamente têm influências deles”, explicou Pedro. “Não é um disco de cover, eles ficam à vontade para imprimir seu estilo”, ressaltou.

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Por ser um trabalho sem fins lucrativos, o produtor e os artistas não precisaram de uma autorização legal para regravar as músicas, mas Pedro Ferreira fez questão de entrar em contato com a banda para falar sobre o projeto. “No pré-projeto, eu entrei em contato com a banda e eles adoraram a ideia e deram total aval para continuar”, garantiu. Para ele, esse projeto pode ajudar as novas gerações a conhecerem o trabalho do grupo mineiro e apresentar aos fãs antigos do Skank os novos nomes da música nacional.

Esta não é a primeira vez que Pedro Ferreira faz coletâneas em homenagem a artistas. Ele também trabalhou em projetos semelhantes revisitando as carreiras de Los Hermanos e Milton Nascimento. “Eu acho bacana, é uma forma de perpetuar o legado dos artistas e direcionar o olhar para os novos músicos”, explicou sobre os trabalhos. “O Brasil vive um de seus melhores momentos na música”, ressaltou.

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A coletânea “Dois Lados” sairá em junho e será disponibilizada para download gratuito e streaming pelo site Scream & Yell. Veja abaixo a lista de artistas que participam do projeto:

A Banda Mais Bonita da Cidade (PR)
Ana Larousse e Leo Fressato (PR)
Ana Muller (ES)
AnaVitória (TO)
André Abujamra (SP)
Cobra Coral (MG)
Dani Black (SP)
Esteban (RS)
Fernando Anitelli (SP)
Francisco El Hombre (SP)
Garotas Suecas (SP)
Graveola (MG)
Ian Ramil (RS)
Jéf (RS)
Lulina (PE)
Manitu (MG)
Medulla (RJ)
Nevilton (PR)
Phillip Long (SP)
Phill Veras (MA)
Quarup (SP)
Rico Dalasam (SP)
Selvagens à Procura de Lei (CE)
Seu Pereira e Coletivo 401 (PB)
Sr. Gonzales (DF)
Teago Oliveira (Maglore) (BA)
The Baggios (SE)
Transmissor (MG)
Tuyo (PR)
Wado (AL)
Zé Manoel (PE)

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sexta-feira, 19 de maio de 2017 Agenda, Entrevistas | 18:59

Ekena lança campanha de financiamento coletivo para disco de estreia

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A cantora Ekena conta com a ajuda de seus fãs para dar um importante passo em sua carreira: lançar seu primeiro disco, ““. Para isso, ela iniciou uma campanha de financiamento coletivo. Até o dia 17 de junho, a artista pretende arrecadar R$ 29.700 para tirar o projeto do papel.

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Crédito: Gabriel Quintão

Crédito: Gabriel Quintão

Como somos uma banda independente, sem grandes gravadoras por trás, achamos que a melhor forma de conseguir realizar esse sonho seria contando com a ajuda das pessoas que sempre torceram e nos acompanharam desde os primeiros trabalhos”, disse Ekena em entrevista ao Faixa1. Ela e seus parceiros de banda, Vinícius Lima e Gabriel Planas, já atingiram 12% da meta e arrecadaram quase R$ 4 mil até agora.

A grana do financiamento coletivo será usada para dar o acabamento ao álbum e custear despesas com mixagem, masterização, prensagem e finalização de artes visuais. O disco em si já está gravado desde janeiro. Para a cantora paulista, o crowdfunding é uma ferramenta muito importante para os artistas que vem sendo cada vez mais abraçada pelo público brasileiro. “Sempre que penso ‘poxa, as pessoas não colaboram tanto’, tento pensar e rever uns anos atrás, quando mal se falava de financiamento coletivo e quase ninguém se sensibilizava a ponto de colaborar com os artistas”, disse.

Na entrevista abaixo, Ekena fala sobre seu disco de estreia e as dificuldades do financiamento coletivo:

Faixa1: Por que você decidiu fazer um crowdfunding para o lançamento do disco?
Ekena:Eu demorei alguns anos pra amadurecer e decidir lançar um disco e quis fazer tudo da melhor forma; pensar em cada detalhe dos arranjos, em como seriam as artes desse trabalho e tudo mais. Como somos uma banda independente, sem grandes gravadoras por trás, achamos que a melhor forma de conseguir realizar esse sonho seria contando com a ajuda das pessoas que sempre torceram e nos acompanharam desde os primeiros trabalhos. O financiamento também permite que a gente faça esse disco todo com a nossa identidade, e isso pra mim é algo fundamental!

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Faixa1: Qual é a importância da popularização desses financiamentos coletivos para os artistas?
E: Acho que o crowdfunding deu mais liberdade aos artistas. Hoje vemos grandes nomes saindo de gravadoras e se tornando independentes novamente porque o financiamento proporciona isso. Você consegue colocar em prática o que deseja sem ser mais um produto enlatado do mercado. É importante que isso tome mais força no Brasil, que as pessoas comecem realmente a colaborar, não só com os seus artistas favoritos, mas que isso tome força e vire algo comum! É bom pros grandes artistas que já conhecemos, mas excelente também pra conhecer outros nomes que estão vindo com força total!

Faixa1:  Você acha que o brasileiro está lidando melhor com o financiamento coletivo e realmente apoiando os projetos nos quais ele acredita?
E: Eu acho que sim. Sempre que penso “poxa, as pessoas não colaboram tanto”, tento pensar e rever uns anos atrás, quando mal se falava de financiamento coletivo e quase ninguém se sensibilizava a ponto de colaborar com os artistas. Ainda existia uma visão muito louca de que artista só se torna grande quando está dentro de grandes gravadoras, e hoje isso mudou bastante. Temos aí grandes nomes que não fazem parte disso e que conseguiram lançar seus discos através de financiamento coletivo.

Faixa1: Você tem um bom alcance nas redes sociais, mas sente alguma dificuldade em reverter isso em grana e apoio ao projeto?
E: Poxa, sinto sim! Parece que existe aquele tal costume de “ah, depois eu baixo as músicas, não preciso ajudar”. O que muitas vezes essas pessoas não sabem é que, se elas não apoiarem, na maioria dos casos independentes, o disco não sai. Existe muita dificuldade financeira por trás disso, por conta dos custos gerais. E vejo isso num contexto geral, não só no crowdfunding, mas também em ajudas gerais com projetos culturais, shows e etc. Quanto aos shows que fazemos, muitas vezes uma parte da bilheteria é revertida pra banda e a outra parte fica com o dono da casa de shows. Além disso, pessoas/colegas/amigos pedem inclusão de nomes em listas VIP em vez de ajudar pagando R$ 10 ou R$ 15 na entrada e colaborar com a banda que está ali tocando, pra que ela receba um cachê minimamente justo.

Faixa1: Qual é o status do disco? O que vocês já tem pronto e o que depende do dinheiro arrecadado?
E: O disco já foi gravado em janeiro no Estúdio Rancho Rockfeller, o que falta agora são detalhes finais de mixagem e masterização, a prensagem do disco físico e a finalização das artes visuais que a Luiza Guedes está fazendo. Além disso, consideramos também a pós-produção do disco, que é a parte de comunicação e assessoria logo após o lançamento, pra que seja possível levar esse disco pro Brasil todo com muito amor e carinho.

Faixa1: Qual é a parte mais difícil de fazer um disco hoje em dia?
E: Acredito que a parte mais difícil não está em criar, mas sim em lançar. Torná-lo físico, gravado com qualidade digna, fazer esse disco ser ouvido, ganhar espaço e conseguir trabalhar com ele. Comparo com uma pessoa recém-graduada indo procurar emprego. Quando na entrevista perguntam se ele já tem experiência na área, e ele não tem, muitas vezes não é contratado. Se ninguém nunca der a chance, como ele será reconhecido e terá experiência? Eu venho de uma longa jornada de 17 anos cantando profissionalmente, mas esse é meu primeiro disco cheio e esperamos de coração que as pessoas o abracem como eu o tenho abraçado esse tempo todo.

Faixa1: Como esse álbum fala contigo? É uma espécie de biografia?
E: ‘Nó’ foi escrito durante duas fases: a Ekena antes de ser mãe e a após a maternidade. Gael me fez crescer muito como mulher e também como cantora e compositora. Eu tinha dificuldade pra compôr em português; antes dele escrevi apenas “Passarinho”, era a única música em português que tinha escrito (pro Joca, filho de uma grande amiga). Quando engravidei do Gael, senti vontade de escrever coisas que conversassem com as pessoas mais diretamente e que ele também pudesse entender com facilidade. O disco todo conta uma história, desde perdas (quando perdi minha avó Lula que morou comigo a vida toda), erros e relacionamentos abusivos que sofri durante mais de cinco anos, até sobre bons encontros, pessoas incríveis que passaram pela minha vida e de certa forma me ensinaram a me amar mais, mulheres incríveis que tive a honra de conhecer e transformar as histórias delas em canções. Então, sim, é uma biografia bem íntima, quem ouvir o disco vai saber muito da minha história até aqui.

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Faixa1: Após o lançamento do disco, quais serão os próximos passos?
E: Estamos fazendo o possível pra preparar uma turnê pelo Brasil, pra levar o show lindo desse disco, abraçar as pessoas, conhecer gente nova e trocar as mais belas energias. Quero levar esse som adiante, viajar por esse Brasilzão transmitindo muita música feita com a alma, empoderamento e amor.

A banda é atração da Virada Cultural Paulista e faz outros shows no interior de São Paulo neste fim de semana. Veja a agenda:

Ekena em Analândia
Quando: sábado, 20 de maio, às 20h
Onde: Cachaçaria Macaúva (Rua H, 61, Portal das Samambaias, Analândia)
Quanto: R$ 20

Ekena em Araraquara (Virada Cultural Paulista)
Quando: domingo, 21 de maio, às 3h10
Onde: Palco Choro das Águas (Praça do DAAE, Fonte Luminosa, Araraquara)
Quanto: grátis

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sexta-feira, 28 de abril de 2017 Agenda, Entrevistas | 15:19

Rapper Akua Naru desembarca no Brasil com novo álbum

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A rapper americana Akua Naru começa nesta sexta-feira (28) uma nova turnê pelo Brasil. A cantora apresenta o álbum “The Miner’s Canary” no Sesc Pompeia e depois segue para Campinas, Rio de Janeiro, Goiânia e Curitiba.

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Em entrevista por e-mail ao Faixa1, a rapper falou sobre os shows. “Eu amo o Brasil. Sempre que venho para cá, fico encantada com como esse lugar é incrível”, disse Akua Naru.

Abaixo, a rapper americana radicada na Alemanha fala sobre música brasileira, o cenário do rap e seu mais recente álbum.

Faixa1: Qual é sua expectativa para os shows no Brasil?
Akua Naru: Quero incendiar o palco. Quero colocar todo meu coração no palco e que a banda faça o mesmo.

Faixa1: Como foi sua primeira experiência no Brasil?
Akua Naru: Eu amo o Brasil. Sempre que venho para cá, fico encantada com como esse lugar é incrível. Eu conheci tanta gente linda. É um ótimo lugar.

Faixa1: Você gosta de rappers brasileiros?
Akua Naru: Eu amo o Emicida, o Rashid e o Kamau. Gosto muito do Criolo também. Tem tanta música boa nesse país, nova e antiga. Desde Tim Maia e Djavan aos dias de hoje. Eu adoro acompanhar o que acontece no Brasil.

Faixa1: Você acha que o rap é o gênero musical mais popular do mundo?
Akua Naru: Não sei, mas o rap é muito poderoso. É um movimento global. Ele uniu as pessoas apesar das diferenças de raças, culturas e classes sociais. Deu voz aos que não tinham voz. O rap é o maior.

Faixa1: Já se passaram dois anos desde o lançamento “The Miner’s Canary”. Como você vê esse disco hoje?
Akua Naru: É meu bebê. Mas estou trabalhando em um novo álbum e ele deve sair logo. Quero algumas influências brasileiras.

Faixa1: O que você está planejando para este ano?
Akua Naru: Vou fazer muitas turnês, como sempre. Ainda estou dando aulas. Vou lançar meu novo álbum em breve, fiquem atentos.

Akua Naru em São Paulo
Quando: sexta, 28 de abril, às 21h30
Onde: Sesc Pompeia – Comedoria (Rua Clélia, 93 – Pompeia)
Quanto: de R$ 12 a R$ 40

Akua Naru ainda toca em Campinas (29 de abril), Rio de Janeiro (11 de maio), Goiânia (12 de maio) e Curitiba (13 de maio).

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quinta-feira, 27 de abril de 2017 Agenda, Entrevistas | 19:36

Chico Salem faz show em São Paulo e planeja novo álbum para 2018

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O músico Chico Salem se apresenta nesta quinta-feira (27) em São Paulo. O guitarrista, que já tocou com artistas do gabarito de Arnaldo Antunes, toca o álbum “Maior ou Igual a Dois”, lançado no ano passado.

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Chico Salem faz show em São Paulo nesta quinta-feira (27)

Chico Salem faz show em São Paulo nesta quinta-feira (27)

“Após um ano do lançamento, eu já fiz tantas experiências de formações de banda nos shows, já convidei tanta gente pra participar, reciclando o repertóri​o,​ que pra mim parece que lancei o disco a semana passad​a”, disse Chico Salem, em entrevista ao Faixa1, sobre o disco mais recente.

No show da capital paulista, o músico terá a companhia de Barbara Eugênia e Felipe Antunes. “O ​F​elipe eu conheço mais intimamente, como amigo, parceiro… A Bárbara eu conheço menos, nos cruzamos algumas vezes, mas acompanho o trabalho dela há muito tempo”, explicou.

Na entrevista abaixo, o artista fala sobre o show em São Paulo, a turnê que fez em Portugal e seus planos para este ano.

Leia a entrevista:

Faixa1: O que você está planejando para o show em São Paulo?
Chico Salem: Eu sou um entusiasta dos encontros. Me atrai muito o fruto dos encontro entre pessoas, seres, artistas. Minha ideia para esse show é trazer os dois com suas personalidades, particularidades e suas artes pra somar e multiplicar com o meu show. O resultado é sempre um mistério curioso e imprevisível.

Faixa1: Qual é sua relação com Barbara Eugênia e Felipe Antunes?
CS: O ​F​elipe eu conheço mais intimamente, como amigo, parceiro. Além de ser fã de seu trabalho com o Vitrola Sintética, e de seu disco solo “Lâmina”. Inclusive já participei do show deles cantando Titãs, e foi muito legal. A Bárbara eu conheço menos, nos cruzamos algumas vezes, mas acompanho o trabalho dela há muito tempo. Acho uma artista excepcional e com muita, muita personalidade.

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Faixa1: Como o álbum “Maior ou Igual a Dois” está envelhecendo para você?​​ Como é trabalhar com ele mais de um ano após o lançamento?
CS: A vida não paá​ra. E está em constante transformação. Da mesma forma que esse disco e esse show pra mim. Após um ano do lançamento, eu já fiz tantas experiências de formações de banda nos shows, já convidei tanta gente pra participar, reciclando o repertóri​o,​ que pra mim parece que lancei o disco a semana passad​a. Estou em paz com ele já ter um ano​, o que não significa que já não esteja fervilhando para desenvolver um novo projeto.

Faixa1: O que você mais gosta no álbum?
CS: Eu adoro o frescor que os encontros inusitados presentes nesse disco mostram​. É pra mim um presente ter tido tanta gente legal imprimindo suas fotografias nessas gravações.

Faixa1: Como foi fazer shows desse disco em Portugal?
CS: Foi um a experiência incrível. Num país distante. Novo. Mas com uma língua mãe comum​ ​que dá uma base que ajuda na comunicação. Foi uma recepção surpreendente pra mim.

Faixa1: Quais são seus planos para este ano?
CS: Meu desejo é seguir 2017 trabalhando o show “Maior ou igual a Dois”, com todos os encontros que ele vai gerar​.​ Rodar cidades que ainda não fui​.​ Produzir novos conteúdos de v​í​deo, ainda sobre o repertório do disco. E já preparar um disco novo para ser lançado em janeiro de 2018.

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Chico Salem em São Paulo
Quando: quinta-feira, 27 de abril, às 21h
Onde: Tupi or not Tupi (R. Fidalga, 360 – Vila Madalena)
Quanto: R$ 35

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quinta-feira, 23 de março de 2017 Agenda, Entrevistas | 20:05

Geanine Marques apresenta disco de estreia do G T’aime

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Depois de fazer seu nome no Stop Play Moon, a cantora e compositora Geanine Marques concebeu neste ano o projeto G T’aime, ao lado de seu companheiro Rodrigo Bellotto, que ganhou um belo álbum homônimo.

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G T' Aime

“Esse projeto é mais pessoal, muita coisa saiu daqui do nosso quarto”, explicou Geanine sobre o álbum “G T’aime”. O disco foi uma espécie de surpresa para todo mundo. “Eu nem tinha ideia de que ia virar alguma coisa, mas quando já tínhamos oito músicas, mostrei pro baterista e ele empolgou pra gente seguir em frente”, contou.

Na entrevista abaixo, Geanine Marques fala sobre o novo projeto e a carreira.

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Faixa1: Como foi a produção do álbum?
Geanine Marques: Começamos as gravações em junho de 2016, o álbum acabou ficando pronto em novembro e lançamos em janeiro. Foi muito bom trabalhar com o Mauricio Takara [do Hurtmold, produtor do álbum], eu tinha muita vontade, mas a gente nunca conseguiu.

Faixa1: O que esse projeto representa na sua carreira?
GM: Esse projeto é mais pessoal, fiz com meu namorado, muita coisa saiu daqui do nosso quarto. Eu nem tinha ideia de que ia virar alguma coisa, mas quando já tínhamos oito músicas, mostrei pro baterista e ele empolgou pra gente seguir em frente.

Faixa1: Como foi o trabalho com seu companheiro?
GM: A gente não tinha nenhuma expectativa, foi muito natural o processo. A gente nunca tinha pensado em gravar um disco. O Stop Play Moon tinha dado uma pausa e eu estava meio na vontade de me enfiar em mais alguma coisa.

Faixa1: Qual é a diferença entre esse trabalho e as outras coisas que você fez na carreira?
GM: É uma coisa muito simples, uma formação muito simples. Sempre trabalhei com base, coisas eletrônicas, então pra mim é louco, é totalmente diferente trabalhar sem essas coisas. Você tem maior controle sobre tudo.

Faixa1: Como você vê o momento atual para os artistas no Brasil?
GM: O Brasil está numa fase muito complicada, muito difícil. Eu vejo a vida mais larga e farta, mas está embaçado pra todo mundo, inclusive na cultura.

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O álbum de estreia do G T’aime já está disponível nos principais serviços de streaming. O duo Geanine Marques e Rodrigo Bellotto se apresenta neste sábado (25) no Breve, em São Paulo (R. Clélia, 470 – Barra Funda), junto com o Papisa.Os ingressos custam R$ 15.

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sexta-feira, 17 de março de 2017 Agenda, Fique de olho | 18:20

As cinco mulheres que marcaram a carreira de Lara e os Ultraleves

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O grupo paulistano Lara e os Ultraleves se apresenta no Sesc Consolação, em São Paulo, neste domingo (19), para mostrar o álbum Em Boa Hora e algumas novidades aos fãs. Em meio a produção de seu segundo disco, a cantora dá uma pausa no trabalho para dar um gostinho do que vem por aí.

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Lara e os Ultraleves faz dois shows no estado de São Paulo a partir deste domingo (19) | Crédito: Divulgação/Felipe Calil

Lara e os Ultraleves faz dois shows no estado de São Paulo a partir deste domingo (19) | Crédito: Divulgação/Felipe Calil

No show deste domingo, Lara e os Ultraleves mostrará três singles inéditos, que podem estar no novo disco do grupo, e ainda recebem uma participação especial do cubano Pedro Bandera, percussionista do Batanga&Cia que também trabalha com o grupo brasileiro Aláfia.

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Este será um dos poucos shows da banda de Lara Aufranc em março, considerado o mês da mulher, em referência ao Dia Internacional da Mulher. Ao Faixa1, a cantora lembrou de cinco álbuns feitos por mulheres que marcaram sua vida.

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Veja abaixo:

Body and Soul – Dolores Duran (1957)
“Dolores Duran não deve nada a Ella Fitzgerald. O disco foi gravado ao vivo e, apesar da gravação tosca, revela um talento excepcional. Dolores é um tesouro que merece ser ouvido pelas novas gerações.”

Fatou -Fatoumata Diawara (2011)
“A música africana é pouco conhecida no Brasil, apesar de sua evidente influência na música brasileira. Artista da Costa do Marfim, Fatoumata é uma ótima porta de entrada.”

Extraordinary Machine – Fiona Apple (2005)
“É difícil achar alguma coisa original na música americana, mas Fiona consegue sair da curva. Atenção especial para os arranjos bem dosados e criativos.”

Ascensão – Serena Assumpção (2016)
“Um dos discos mais bonitos da música brasileira recente. Traz a tradição do Candomblé mas não se limita aos toques de Santo. É um disco livre, forte e cheio de acalanto pro espírito.”

Amelita Baltar interpreta a Piazzolla y Ferrer – Amelita Baltar (1970)
“De início as mulheres nem podiam dançar o tango. Mas em 1970 o mundo estava mudando, e o tango também. A tríade Amelita, Piazzolla e Ferrer fizeram história nesse disco.”

Lara e os Ultraleves em São Paulo
Quando: domingo, 19 de março, às 18h
Onde: Teatro Anchieta no Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque)
Quanto: de R$ 9 a R$ 30

Lara e os Ultraleves em Sorocaba
Quando: sexta-feira, 24 de março, às 20h
Onde: Sesc Sorocaba (R. Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade)
Quanto: grátis

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sábado, 4 de fevereiro de 2017 Agenda | 15:43

Emília Monteiro lança single em show em São Paulo

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A cantora Emília Monteiro será atração da festa Veneno de Cobra, que acontece neste domingo (5) na Serralheria, em São Paulo.

Crédito: FMS Digital

Crédito: FMS Digital

Ela traz à capital paulista o repertório de Cheia de Graça, seu disco de estreia, lançado em 2013. Além disso, a mineira mostra pela primeira vez ao vivo o single Livre para Amar.

Filha de pais amapaenses, Emília mistura ritmos do Norte do País com roupagens contemporâneas. O álbum é recheado de carimbó e tem parcerias com mestres como Dona Odete, Aldo Sena e Nena Silva.

Emília Barreto em São Paulo
Quando: domingo, 5 de fevereiro, às 19h
Onde: Serralheria (Rua Guaicurus, 857 – Lapa)
Quanto: R$ 20

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sexta-feira, 29 de julho de 2016 Agenda, Novidades | 19:52

Rapha Moraes faz homenagem tocante à irmã em “Arritmia”; veja

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rapha rosto natureza (foto por fernando hideki)

Depois de lançar o disco “Corações de Cavalo”, o curitibano Rapha Moraes aproveitou uma das faixas do álbum para fazer uma tocante homenagem a sua irmã Ana Carolina, que morreu em dezembro do ano passado, vítima de problemas no coração.

Em “Arritmia”, música que ganhou um clipe neste mês, o cantor paranaense faz uma última homenagem à irmã. “Minha irmã não tinha só um coração. Ela tinha um coração de cavalo”, diz Rapha Moraes no começo do vídeo, que traz imagens da infância de Ana Carolina e é ilustrado por diversos mini-vídeos captados em Nova York pelo diretor Fernando Hideki.

Com sua banda The Mentes, Rapha Moraes lança oficialmente o álbum “Corações de Cavalo” com um show no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, neste sábado (30), a partir das 16h30. Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 30.

Veja abaixo o clipe de “Arritmia” e leia a carta de Rapha Moares para a irmã:

“À ANA CAROLINA, 

COM AMOR.

Demorei para decidir se assumiria que essa música “Arritmia” e seu clipe são uma homenagem a minha irmã Ana Carolina, que faleceu em 15 de dezembro de 2015 com 28 anos, de uma doença congênita no coração, o que causou uma arritmia cardíaca.

Demorei porque pensar neste assunto ainda me tira o ar, me deixando sem saber como agir ou pensar. Sentimento que me levou a seguir em frente dessa forma, simplesmente evitando o assunto.

Mas há alguns dias desabei novamente. E me enxerguei. Vi alguém tentando se esconder da dor de perder quem se ama. Alguém fugindo do fato de não ter mais a presença física dela no mundo em que eu faço parte.

Precisei desse tempo para digerir que chegou a hora de assumir que já não sou mais o mesmo. Que minha vida, a dos meus pais e a da nossa família nunca serão mais as mesmas. Conviver diariamente em silêncio com tudo isso é destruidor.

Creio que enfrentar, amar, chorar, sofrer e amar mais, é o caminho para conseguir seguir em frente. O que não significa esquecer.

Por isso, este aqui é o primeiro passo para assumir essa realidade: abrir ao mundo o que sinto.

Quando o Hideki voltou de Nova Iorque com imagens para o clipe de Arritmia, me contou que relatou aos participantes que aquilo se tratava de uma homenagem à minha irmã.

Uma grande ideia que me comoveu. Algo que talvez comova vocês também, onde figurantes passaram a ser protagonistas de um verdadeiro ato de amor. 

Essa presença de humanidade me fez enxergar uma beleza no mundo que há tempos não via. Respirei fundo e senti, com essas imagens, que valia a pena estar vivo.

Esse sentimento de que pertencemos a algo maior. E que só a morte, o nascimento e o amor podem nos fazer lembrar.

Fatos que trouxeram luz. E que me fizeram escrever estar palavras e transformar essa homenagem em realidade.

A Ana viveu e foi exatamente o que ela quis ser. E foi linda.

Essa homenagem é pela vida da minha irmã. E por tudo o que deixou por aqui.

Uma história marcante e grandiosa ao olhar da sensibilidade e da humanidade.

Ana, você me ensinou que nada é mais valioso que aproveitar cada segundo. Que viver é ser quem a gente quer ser.

Coloco esse pedaço de mim no mundo por mim, pelos meus pais, por você e por acreditar na humanidade.

Te amo

Rapha”

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quinta-feira, 21 de julho de 2016 Agenda | 16:47

Festival As 4 Estações celebra a música instrumental em São Paulo

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A Camerata Latino Americana, regida por Simone Menezes, é a atração principal do Festival As 4 Estações (Crédito: CamerataLatinoAmericana/Divulgação)

A Camerata Latino Americana, regida por Simone Menezes, é a atração principal do Festival As 4 Estações (Crédito: CamerataLatinoAmericana/Divulgação)

Começa nesta quinta-feira (21) o Festival As 4 Estações, em São Paulo, celebrando a interação entre a música instrumental e projeções audiovisuais. Com entrada gratuita, o evento acontece na Casa das Caldeiras e tem como atração principal a Camerata Latino Americana, que fará duas apresentações da obra “As Quatro Estações”, composta pelo italiano Antonio Vivaldi.

“Esta é uma obra clássica do repertório. Todo regente e todo violinista já tocaram uma dezena de vezes, aí está o desafio. Tentar construir algo vivo, uma interpretação pessoal, cheia de energia e ao mesmo tempo historicamente correta”, explicou a regente da Camerata, Simone Menezes, ao Faixa1 sobre as apresentações.

A grande novidade das execuções de “As Quatro Estações” no festival paulistano será visual. A Camerata será acompanhada por uma projeção de videomapping criada pela produtora brasileira Visualfarm. “O encaixe de música e imagem é um processo complicado”, disse a regente, que não é novata nesse tipo de apresentação. “Tenho a partitura e uma tela e devo dirigir as obras pensando na música e também no encaixe com as obras, processo parecido com a criação de trilha e cinema à moda antiga”, comparou.

As apresentações da Camerata Latino Americana vão abrir o As 4 Estações nesta quinta-feira (21), às 21h, e encerrá-lo no domingo (24), às 20h30.

Programação diversificada

Os três dias de festival terão uma programação rica e diversificada, segundo o curador musical Ricardo Rodrigues. “A ideia é mostrar a diversidade da produção musical que a gente tem hoje”, explicou ao Faixa1. “Escolhemos alguns temas para trabalhar a cada dia com essa brincadeira de quatro estações, de músicas com temperaturas diferentes”, disse.

Um dos dias mais excitantes do festival é o sábado (23), quando a música negra será o foco. “Será um dia bem festival”, resumiu Ricardo. O destaque é a banda Black Mantra, que mistura funk dos anos 1970 e soul. O dia ainda terá Nômade Orquestra, DJ Thiagão e Orquestra Brasileira de Música Jamaicana.

O domingo será marcado pela mistura de ritmos e ambientes. Bandas como Aeromoças e Tenistas Russas e Muntchako nos três espaços sediados na Casa das Caldeiras. “Cada ambiente vai ter uma vibe”, explicou o curador.

O grande objetivo do festival As 4 Estações é mostrar uma unidade mesmo entre produções diferentes. “São várias conexões, tudo se conversa. Quem for ver uma banda específica, vai encontrar outras coisas que gosta. Queremos ampliar a escala de pessoas que conhecem essas bandas”, resumiu Ricardo Rodrigues.

Festival As 4 Estações
Quando: dias 21, 23 e 24 de julho
Onde: Casa das Caldeiras (Av. Francisco Matarazzo, 2000, Água Branca- São Paulo)
Quanto: grátis

Programação
Quinta – 21/07
19h30 – Duo Finlândia
21h – Camerata Latino Americana com projeção de video mapping Visualfarm

Sábado – 23/07
18h – Nômade Orquestra
20h – Black Mantra
21h – DJ Thiagão
22h – Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Domingo – 24/07
16h – Patricktor4 (Jardim)
17h – Aeromoças e Tenistas Russas (salão principal)
18h – Muntchako (salão principal)
18h – Orquestra Voadora (jardim)
18h – Craca (sub-solo/térreo)
19h Patricktor4 (jardim)
19h – VJ Jovem (sub-solo/térreo)19h – Pedra Branca (salão principal)
20h30 – Camerata Latino Americana com projeção de video mapping Visualfarm

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